
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou o médico cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, por estupro de vulnerável. A denúncia se refere a crimes sexuais contra três pacientes adultas em atendimentos realizados em um consultório particular, em Taquara, no Vale do Paranhana. Ele está preso preventivamente no dia 30 de março de 2026.
Os relatos estão relacionados a episódios ocorridos em abril de 2024 e em janeiro e março deste ano. Todos os casos teriam acontecido no contexto de atendimento clínico, com atos libidinosos praticados contra a vontade das vítimas.
A denúncia foi apresentada ao Poder Judiciário pela promotora de Justiça Silvia Inês Miron Jappe. A peça descreve que as vítimas eram pacientes do denunciado e que os crimes ocorreram durante consultas cardiológicas, quando elas se encontravam parcialmente despidas para a realização de exames.
Segundo o MPRS, o médico se aproveitava da sua posição profissional, da relação de confiança estabelecida com as vítimas, suas pacientes, bem como da situação de vulnerabilidade delas em razão do contexto médico no qual se encontravam, surpreendendo-as e utilizando-se de sua superioridade física, impossibilitando qualquer tipo de resistência.
Além do recebimento da denúncia e da posterior condenação do réu, o MPRS requereu à Justiça a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados às três vítimas. Além disso, irá agendar atendimento ainda neste mês com as três mulheres por meio das Centrais de Atendimento às Vítimas e Familiares de Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, conhecidas como Espaços Bem-me-quer.
GZH entrou em contato com a defesa do cardiologista e aguarda retorno.
Entenda o caso
Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, atua profissionalmente há cerca de 30 anos, 25 deles em Taquara. Mais de 50 mulheres relataram à Polícia Civil episódios de violência sexual praticada pelo médico em seu consultório.
Os abusos ocorriam durante consultas e exames. Segundo a Polícia, o médico abraçava, acariciava e beijava as pacientes quando elas estavam com o peito despido.
À polícia, ele teria alegado que esse comportamento estava relacionado a demonstrações de carinho e orientação espiritual.
Ele foi indiciado pela Polícia Civil, na última terça-feira (13) pelo crime de violação sexual mediante fraude, que é ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.






