
Reunidos em Brasília após a prisão de Jair Bolsonaro, deputados e senadores do PL traçaram nova estratégia para tentar amenizar a situação do ex-presidente, que está desde sábado detido na Superintendência da PF em Brasília. O movimento aponta na direção de pressionar os presidente da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para que pautem e seja votado o projeto que trata da anistia.
Há duas novas frentes. A primeira: cada um dos parlamentares saiu com a missão de tentar convencer ao menos um colega de votar o projeto, em especial os que integram partidos de centro, como PSD e o União Brasil. A avaliação é que os deputados mais à direita, como PL e Novo já estão em sintonia na articulação para uma anistia ampla.
Aliás, sobre anistia ampla é que reside a outra novidade. Os deputados do PL pedirão, quando da apreciação da matéria, que seja dada preferência ao texto original, de autoria do deputado Marcelo Crivella. Esse texto perdoa todos os envolvidos em atos desde a eleição, incluindo o 8 de janeiro de 2023. Nesse grupo, está o ex-presidente.
Essa proposta é diferente do projeto elaborado pelo relator, deputado Paulinho da Força, que tem mais chance de ser aprovado. No caso desse, a mudança ocorre sobre a dosimetria (cálculo) das penas, o que beneficiará somente uma parte dos envolvidos e condenados por participação em atos chamados golpistas.


