
A retomada do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Primeira Turma do STF, nesta quinta-feira (11) guarda um detalhe curioso. Mais uma vez, um voto da ministra Cármen Lúcia deve definir o destino político de Bolsonaro. Foi dela, em 2023, a posição que formou a maioria pela inelegibilidade do ex-presidente no Tribunal Superior Eleitoral.
O caso de agora se refere à acusação da PGR da existência de uma trama golpista. Até o momento, já há votos proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino pela condenação do ex-presidente. Ontem, o ministro Luiz Fux votou pela absolvição.
Assim, se Carmen Lúcia votar favorável, serão três votos e a maioria estará formada.
TSE
No caso do TSE, o placar final ficou em 5 a 2 pela inelegibilidade de Bolsonaro, por oito anos, contados a partir das eleições 2022. O voto que formou a maioria foi da ministra Carmen Lúcia.
Na ocasião, os ministros reconheceram a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores.


