
Após a prisão do advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, que ocorreu nesta sexta-feira (26) pela Polícia Civil, a coluna conversou com a defesa das vítimas. Ele foi detido por suspeita de ter cometido crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre.
Gabriela Souza, advogada das vítimas, manifestou respeito e confiança no trabalho da Polícia Civil e da Justiça no andamento do caso.
— Foram incansáveis e não mediram esforços para proteger as vítimas e prosseguir com a investigação — afirmou.
À coluna, Gabriela disse que o comportamento do professor se caracteriza como o de um "predador sexual":
— Predadores sexuais escolhem suas vítimas e buscam um perfil de mulher que eles possam dominar e violar impunemente. Não são pessoas comuns ou desconhecidas; são homens com prestígio social que usam do seu status de poder para intimidar as mulheres e constrangê-las a fazer qualquer denúncia. Buscam, a partir do seu status (de poder), uma forma de manipular a opinião pública e assim permanecerem impunes.
A delegada responsável pela investigação, Fernanda Campos, disse que a prisão desta sexta-feira foi realizada em virtude das circunstâncias envolvendo as vítimas.
— As vítimas estavam com medo de que solto ele pudesse fazer alguma coisa.
A advogada corrobora esse entendimento, dizendo que a medida ocorreu em "estrita observância aos fatos narrados e devidamente registrados nos depoimentos prestados". Ela acrescenta que novas denunciantes estavam intimidadas por causa de vazamentos de depoimentos e detalhes do caso. A partir das cautelares e da prisão, mais uma vítima se encorajou a denunciar.
— As vítimas, que tiveram a coragem de se manifestar, agora podem encontrar um primeiro alívio ao perceber que sua voz foi ouvida e que os atos declarados foram reconhecidos.
*Colaborou Maria Clara Centeno
O que diz a defesa do professor
A defesa de Conrado Paulino da Rosa considera a prisão temporária uma medida desproporcional, visto que ele vinha cumprindo rigorosamente todas as determinações judiciais. Diante disso, ingressará com pedido de Habeas Corpus (HC) junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).
Ressalta-se, ainda, que Conrado não foi ouvido, até o momento, nem teve a oportunidade de apresentar suas provas perante a autoridade policial.




