
Apropriado dos detalhes da ação penal contra o ex-presidente Bolsonaro e mais sete réus, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresentou o seu voto falando de improviso na maior parte do tempo e recorrendo poucas vezes a anotações e leituras.
Com olhos voltados aos demais integrantes da Primeira Turma do STF, Moraes apresentou, nesta terça-feira (9), com fala enfática, o seu voto por mais de cinco horas, indicando cronologicamente os fatos investigados entre 2021 e 2023 e as provas relacionadas a cada réu. Durante o voto, Moraes também mostrou provas do processo nos dois telões que existem dentro da sala de julgamento.
Na diagonal de Moraes, o ministro Luiz Fux passou a maior parte do tempo olhando para baixo e fazendo anotações. Na sessão iniciada na manhã desta terça, Fux foi o único dos ministros a deixar temporariamente a sala de julgamento – em duas oportunidades – enquanto Moraes apresentava o seu voto. Os ministros podem sair e voltar por um acesso localizado atrás do plenário.
Ao lado do relator, a decana da Primeira Turma, ministra Cármen Lúcia, manteve a sua tradicional postura discreta. Em geral com os olhos voltados para baixo, a ministra fez o seu maior movimento corporal da sessão ao ser citada pontualmente por Moraes.
Ao centro da mesa do plenário, o ministro mais jovem do STF, Cristiano Zanin, manteve a sua tradicional postura altiva – alternando olhares ora para o relator do caso ora para o fundo da sala de julgamento.
O ministro Flávio Dino é o que mais se move durante o julgamento, mas passa boa parte do tempo olhando diretamente para o relator. Foi Dino quem percebeu um deslize de Moraes ao se referir à data exata de uma reunião ministerial que consta como prova nos autos.
A previsão do STF para esta terça-feira era de uma primeira sessão entre 9h e 12h. Com um voto mais longo do que as três horas reservadas para a sessão, Moraes sugeriu, por volta das 12h30min, uma pausa de cinco minutos – proposta atendida pelo presidente da Primeira Turma e que acabou durando 17 minutos.
À mesa de julgamento ficam ainda uma servidora do STF que atua como secretária da turma (ao lado esquerdo de Zanin) e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet (ao lado direito do presidente da turma).
A sala de julgamento voltou a ficar com ao menos 20 lugares vazios na sessão desta terça (9), como havia ocorrido no início do julgamento, na semana passada. Além do espaço para imprensa, os assentos são reservados para os réus, os advogados, políticos e pessoas que se credenciaram anteriormente.






