
Desde 27 de fevereiro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — o filho 03 — está nos Estados Unidos. Ele tem se mostrado um "bastião" da ala bolsonarista em Washington, capital americana, e é visto pelos seus apoiadores como a pessoa mais próxima ao presidente Donald Trump e que poderia tentar reverter o tarifaço sobre produtos exportados. As medidas devem entrar em vigor a partir de sexta-feira (1º).
Ocorre que não é bem assim, na avaliação do economista e professor da Universidade George Washington, Maurício Moura. Nesta terça-feira (29), a três dias do início do tarifaço, o Timeline, da Rádio Gaúcha, ouviu o pesquisador. A pergunta foi simples: Eduardo Bolsonaro é relevante? Irrelevante?
— Daqui de Washington, ele é bem irrelevante. Ele tem pouquíssimo acesso à Casa Branca. Essa decisão do Trump foi basicamente unilateral. Não tem uma coordenação. É interessante que ele se vende mais do que está entregando aqui no dia a dia em Washington.
Nas redes, ele tem mostrado forte proximidade com integrantes da Casa Branca. Ainda na segunda-feira (28), ele afirmou que trabalha para que a comitiva de oito senadores brasileiros que estão na capital dos EUA não encontre diálogo com a presidência.
— O Trump recebe briefing da comissão internacional do Senado, que é basicamente republicana, mas todas as fontes que eu tenho da Casa Branca falam que o Trump praticamente nunca viu o Eduardo Bolsonaro. Não tem essa influência que ele ventila nas redes.





