
O esporte sempre foi uma das maiores ferramentas de transformação das periferias brasileiras. Grandes craques que marcaram a história do futebol nasceram nas favelas, em territórios populares, passaram por projetos sociais e encontraram no esporte uma oportunidade de construir novos caminhos. Casos como o de Hendrick mostram algo que quem vive nas comunidades já sabe há muito tempo: talento nunca faltou nas periferias. O que historicamente faltou foi investimento, oportunidade e presença do poder público.
No Rio Grande do Sul, mapeamentos realizados pela Cufa RS indicam que existem mais de 8 mil projetos sociais fazendo a diferença em diferentes regiões do Estado.
Muitos desses projetos estão localizados justamente nas cidades que compõem o programa RS Seguro, municípios que concentram altos indicadores de violência, mas também carregam um histórico de ausência de investimentos públicos em infraestrutura, acessibilidade, esporte, lazer e moradia digna.
Nos últimos anos, o programa RS Seguro, do governo do Estado, vem concentrando esforços para mudar essa realidade, aproximando investimentos públicos desses territórios e fortalecendo ações de prevenção, inclusão e desenvolvimento social.
Dentro dessa estratégia nasceu o programa Segue o Jogo, criado na época pelo então secretário Danrlei de Deus e que agora chega à terceira edição.
Nesta quinta-feira, dia 28, em evento com a presença do governador Eduardo Leite e do secretário estadual do Esporte e Lazer, Joel Maraschin, aproximadamente 200 projetos sociais receberam kits esportivos para renovar e ampliar suas atividades nas comunidades.
O impacto da iniciativa é significativo.
A expectativa é de que mais de 30 mil pessoas sejam atendidas semanalmente pelas ações apoiadas.
São crianças, jovens, adultos e idosos participando de modalidades como artes marciais, handebol, vôlei, skate, capoeira e futebol.
Mais do que atividades esportivas, esses projetos ajudam a formar cidadãos, fortalecer vínculos comunitários e construir perspectivas de futuro. Em muitos territórios, o projeto social é espaço de acolhimento, disciplina e pertencimento.
Os números do edital mostram a força dessa mobilização comunitária:
• 576 projetos inscritos
• 193 projetos selecionados
Dos selecionados:
• 72 agentes informais
• 82 coletivos informais
• 39 coletivos formais
Distribuição por cidades:
• Porto Alegre — 102 selecionados
• Alvorada — 27
• Viamão — 16
• Novo Hamburgo — 15
• Canoas — 13
• Caxias do Sul — 8
• Santa Maria — 8
• São Leopoldo — 4
Esses dados mostram algo importante: existe uma rede viva de lideranças populares atuando diariamente dentro das favelas e comunidades gaúchas.
São pessoas que muitas vezes trabalham de forma voluntária, com poucos recursos, mas com enorme capacidade de mobilização e transformação social.
Investir nesses projetos não é apenas investir no esporte. É investir em prevenção da violência, saúde, educação e construção de paz.
O esporte organiza, disciplina e cria oportunidades. Quando o Estado reconhece e fortalece quem já atua na ponta, o impacto chega diretamente a quem mais precisa.
O Edital Equipamentos Esportivos no RS Seguro é uma realização do governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer, com operacionalização da Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul.






