Conhecidos por hits como Medo de Amar e por uma trajetória consolidada na música gaúcha, Claus e Vanessa participaram do Paralelas desta semana para uma conversa sobre carreira, casamento e novos projetos. Ao relembrar dos primeiros passos na música, no começo dos anos 2000, a dupla contou que chegou a enfrentar preconceito por não beber álcool nem usar drogas.
Segundo eles, a cobrança vinha justamente por não se encaixarem no estereótipo que muitas pessoas associavam, naquela época, à vida artística — quando era subentendido que todo cantor se drogava e ficava bêbado.
Nos bastidores, Claus e Vanessa chegaram a ouvir frases como: “Lá vêm os caretinhas, os limpinhos” e “vocês não são artistas”.
— Teve esse olhar de julgamento sobre a gente, porque tínhamos esse lifestyle saudável. E hoje isso mudou. Mudou a geração inteira — avalia a dupla ao defender que o cenário atualmente é diferente, com artistas cada vez mais preocupados com saúde, bem-estar e longevidade.
Não existe mais aquela coisa do artista acordar ao meio-dia e pensar que alguém vai fazer tudo por ele. Hoje, o artista cuida mesmo da carreira, do digital, da voz e da imagem.
CLAUS
Músico

Durante a entrevista, a dupla também falou sobre uma das discussões mais recorrentes da música brasileira: a relação dos artistas com os sucessos que marcaram suas trajetórias.
Ao comentar a relação polêmica dos Los Hermanos com Anna Júlia, música que a banda não costuma tocar em todos os shows, Claus e Vanessa disseram enxergar a situação de forma diferente.
Para os entrevistados, canções que abriram portas e ajudaram a construir uma carreira merecem continuar fazendo parte dos shows. Eles destacaram que Medo de Amar segue emocionando o público e que nunca cogitaram deixar a música de fora do repertório.
— Uma vez os Los Hermanos fizeram uma crítica, e eu respeito a opinião deles, de que não queriam ser taxados como Anna Júlia, porque tinham outros trabalhos. Mas eu penso o contrário: se tudo que aconteceu para a gente partiu da Medo de Amar, vamos tocar sempre essa música e nos arrepiando — destaca Claus.
Entre histórias de bastidores e reflexões sobre o mercado da música, a entrevista mostra como Claus e Vanessa construíram uma trajetória guiada por escolhas próprias.
Para a dupla, manter a autenticidade foi fundamental tanto para atravessar mudanças no meio artístico quanto para preservar a conexão com o público ao longo dos anos.






