O fenômeno impulsionado por produções internacionais que transformam paisagens icônicas em palco da música eletrônica ganhou versão porto-alegrense.
A DJ gaúcha Aline Boff, que passou uma temporada recente discotecando na Europa, escolheu o pôr do sol do Guaíba como cenário para sua produção audiovisual.
Funciona assim: não tem pista de dança nem público diante da mesa de som, mas tem a música, a paisagem, a gravação em altíssima qualidade (de vídeo e áudio) e a visualização de milhares de pessoas no YouTube, em todos os cantos do mundo.
Quem popularizou o formato foi a plataforma francesa Cercle, que transformou locais de grande valor paisagístico em palcos para performances em HD e formato 4K distribuídas nas redes sociais. Virou febre.
— Pensei: por que não Porto Alegre? Às vezes esquecemos do quão linda é nossa Capital. É bom para a autoestima e também para atrair o turismo. Muita gente assiste e depois quer visitar o lugar — diz Aline.
Ela gravou o set de house music no terraço do DoubleTree by Hilton, no Pontal, ao pôr do sol. E não pretende parar por aí.
— Planejo fazer mais, não só em Porto Alegre. Quero muito gravar nas cachoeiras de Maquiné, terra do meu pai e dos meus avós — antecipa a DJ, que começou a carreira há três anos, descoberta por Alessandra Mendonça, a Alê, e Clarice Decker, sócias do Venezianos Pub Café, na Cidade Baixa.
Aline tem 38 anos e é empresária do ramo de seguros. Depois de se encontrar no comando das pistas, foi estudar. É formada pela Academia Internacional de Música Eletrônica (Aimec) e vem se destacando na cena house do Rio Grande do Sul, do Brasil e do Exterior.





