São João do Polêsine, uma das joias da Quarta Colônia, região de colonização italiana no centro do Estado, acaba de apresentar um megaprojeto de turismo. A proposta inclui a revitalização de praças e a criação de um parque urbano, entre outras ações.
A meta da prefeita da Jaqueline Milanesi é transformar o município de 3 mil habitantes no coração turístico da região (composta ainda por Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca e Silveira Martins).
O desejo ganhou força desde que a Quarta Colônia foi certificada como Geoparque Mundial pela Unesco, em 2023, em razão das belezas naturais, dos fósseis de dinossauros e da cultura herdada dos imigrantes.
— Precisamos aproveitar o momento e colocar a cidade na vitrine. Sou da iniciativa privada e vejo um potencial enorme. Temos muitos atrativos para mostrar. É um local privilegiado, a porta de entrada da região. Queremos atrair turistas e investimentos — diz Jaqueline Milanesi.
Apresentados em audiência pública à comunidade, os planos incluem a reformulação de praças (incluindo a principal e a da Polenta, no Vale Vêneto), a criação de um novo centro de atendimento aos turistas e a inauguração de um museu municipal, além da instalação de um parque na cidade (nas imagens acima, você consegue ver o "antes" e o "depois", com base em fotos e croquis).
A ideia, segundo a prefeita, é começar aos poucos e por etapas.
— Ainda não temos todo o recurso necessário. Só para as praças, estimamos R$ 7 milhões, mas vamos seguir em frente dentro do que o orçamento permite. Se tudo der certo, as primeiras obras terão início entre o fim de 2026 e o início de 2027 — projeta Jaqueline.
Sobre São João do Polêsine

No município, está localizado o primeiro núcleo colonial fundado na região, em 1878: o Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine, que oferece uma gama infinita de paisagens verdejantes e da vida típica do Interior, com riquezas culturais e naturais.
Entre os eventos tradicionais de São João do Polêsine, estão a Semana Cultural Italiana e o Festival Internacional de Inverno da UFSM, que neste ano chegaram à 41º edição entre o fim de julho e o início de agosto.
O município também é reconhecido como polo paleontológico mundial. Lá fica o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da UFSM (Cappa), onde estão os fósseis dos dinossauros mais antigos do planeta, com cerca de 230 milhões de anos. A cada quatro anos, o município passa por uma nova avaliação para que o certificado seja renovado.
Polêsine também está buscando um outro título nacional: está em tramitação, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que confere ao município o título de Capital Nacional do Risoto.



