O primeiro debate dos candidatos a governador(a) do Rio Grande do Sul, promovido na manhã desta quinta-feira (6), no auditório da PUCRS, em Porto Alegre, pela Rádio Gaúcha, foi um aquecimento para o que vem pela frente. Deu para conhecer um pouco das propostas, mas não houve tempo para ouvir todas.
A Cultura foi uma das áreas que ficou de fora das falas de Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB).
Considerada muitas vezes supérflua ou mesmo "perfumaria", ela tem papel fundamental em qualquer sociedade.
Não existe civilização sem cultura. É o cimento capaz de unir povos, de dar sentido à existência, de garantir a dimensão simbólica da vida, de oferecer momentos de lazer e entretenimento e, mais do que isso: é também um motor da economia.
A estatística é nacional, mas não custa lembrar: um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado em janeiro concluiu que a cada R$ 1 investido em projetos via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), R$ 7,59 retornaram à economia.
O dado é um exemplo do potencial por trás de espetáculos, exposições, performances, shows e eventos culturais. A indústria criativa merece a atenção de quem aspira liderar um Estado como o Rio Grande do Sul, que tem uma tradição cultural forte e enraizada.
Por isso, aqui vai meu apelo: candidatos e candidatadas, não esqueçam da Cultura.







