Se você pensa que vinho e futebol não combinam, é hora de rever conceitos. A união entre as duas paixões ajudou a alavancar uma vinícola familiar gaúcha e — por tabela — deu visibilidade internacional à vitivinicultura do Rio Grande do Sul.
Com parreiras a perder de vista em Encruzilhada do Sul e também em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos, a Lidio Carraro foi escolhida, em 2014, para produzir o vinho licenciado pela Fifa no Mundial realizado no Brasil.
Na época, a vinícola criou uma linha especial inspirada competição, chamada Faces (veja as fotos).
O sucesso foi tanto que a empresa triplicou de tamanho no período. Hoje, passados 12 anos, o rótulo reformulado segue no mercado e continua dando frutos — ou melhor, lucros. Só em 2025, a marca cresceu 33%. Para 2026, a expectativa é de mais 30% de expansão, um feito e tanto.
— A Copa foi um divisor de águas para a gente, porque nos colocou no mapa do vinho no mundo e funcionou como uma grande vitrine. Foi transformador — conta Patrícia Carraro, diretora da vinícola, que, em 2016, produziu também o vinho oficial das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
De lá para cá, a família consolidou a presença no mercado internacional, em países como França, Canadá, Japão e até na Finlândia. É o que se pode chamar de golaço.


