Fundador da Opus Entretenimento, que completa 50 anos em 2026, Geraldo Lopes recebeu uma bela e merecida homenagem na noite desta quinta-feira (2), em Porto Alegre. Foi ao final da encenação da icônica Bailei na Curva, no Teatro do Bourbon Country.
O empresário — primeiro a acreditar e apostar na peça de 43 anos — ganhou uma placa pelas cinco décadas de atuação na empresa.
— O Geraldo ensinou toda a minha geração e a que veio depois a fazer teatro em Porto Alegre e no Brasil — disse Júlio Conte, diretor da Bailei, lembrando do dia em que, em 1983, o produtor aceitou produzir a montagem que se tornaria, pouco depois, uma das mais emblemáticas da cena teatral gaúcha.
Hoje, a Opus produz mais de 3 mil espetáculos por ano, está em seis Estados e administra oito casas de shows no Brasil:
- Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre
- Arena Opus, em Florianópolis
- Teatro Bradesco, em São Paulo
- Vibra São Paulo
- Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo
- Teatro RioMar Recife
- Teatro RioMar Fortaleza
- Teatro Riachuelo Natal
Só a Vibra São Paulo (antigo Credicard Hall) comporta 7,5 mil pessoas. É a maior do gênero na capital paulista, um colosso do entretenimento.
Por essas e outras, a Opus tornou-se uma das mais importantes empresas de eventos culturais no Brasil, com DNA gaúcho. Isso só foi possível graças à obstinação de Geraldo, homem culto que reconhece a importância social, simbólica e econômica da arte para a sociedade.
— É com muita honra que, em nome da Opus, eu agradeço por todo esse trabalho e pela dedicação — disse Lucas Zaffari, CEO da empresa, durante a homenagem.
Geraldo já foi diretor artístico do Theatro São Pedro, ao lado de Dona Eva Sopher, e é o atual presidente da Fundação Cultural Pablo Komlós, ligada à nossa querida Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). É incansável.
Ao criar a Opus, em 1976, o empresário tinha o sonho de fazer do Rio Grande do Sul uma rota obrigatória para os grandes espetáculos. Ele não só conseguiu, como foi muito além.
Este é um momento especial, de celebração. Olho para trás e vejo quanta coisa eu fiz. Quando me perguntam qual é o segredo, eu sempre digo: é persistência.





