Ele entra todos os dias na casa de milhares de gaúchos e gaúchas. Marco Matos, jornalista, colunista de GZH e apresentador do Jornal do Almoço ao lado de Cristina Ranzolin, sua amiga e confidente, é o entrevistado da semana do Paralelas.
Nesse bate-papo, ele abre o coração. Falamos da paixão pela profissão, de sexualidade, de saúde mental, de adoção responsável (ele é "pai" de pet) e de muito mais. Spoiler: Marco está escrevendo o primeiro livro.
A seguir, leia alguns trechos da entrevista.
O programa tem novos episódios toda sexta-feira ao meio-dia no YouTube de GZH e no Spotify.

De onde vem essa tua capacidade comunicativa?
Nasci em Caxias do Sul e sempre fui uma criança que falava bastante, inclusive na escola, mas ninguém da minha família é jornalista. Acho que foi a minha curiosidade que me levou ao jornalismo.
Assistia o Jornal do Almoço?
Muito. A gente tinha um mercadinho embaixo de casa e se reunia no almoço para ver TV. A lembrança que eu tenho do Jornal do Almoço é com a Cristina (Ranzolin, parceira de bancada). Assisti à Cris desde criancinha.
Quantas a vida dá, né? Agora tu estás ao lado dela, nesse grande programa, que chega a todos os cantos do Estado.
É o programa mais amado dos gaúchos e é um orgulho fazer parte disso. Já vou para três anos de ancoragem ao lado da Cris.

Vocês dois têm uma química muito grande na TV. São amigos de verdade?
Eu vou falar isso e ela vai ficar muito brava: a Cristina é uma mãe para mim. Somo muito amigos, não só pelo carinho profissional e pela generosidade dela, mas porque, fora da TV, todas as vezes que precisei de alguém para conversar, ela estava lá. Guardo não só admiração, mas um carinho verdadeiro por ela.
Estamos no mês do orgulho LGBTQIAPN+. Como foi, para ti, se assumir um homem gay?
Para mim, é algo natural. Nunca pensei em esconder a sexualidade. Eu realmente acho que o preconceito é muito pior para a pessoa que tem, porque deve fazer um mal danado ser homofóbico. Deve ter algo mal resolvido. Não faz sentido você se preocupar com a vida sexual do outro. Sexualidade não define caráter. Mas a gente já evoluiu muito. Percebo que as piadinhas diminuíram. Sofri com isso quando era criança. Eu era o viadinho, a bichinha do colégio. Lá atrás, me machucava. Hoje, estou muito feliz com a minha vida.
É verdade que estás escrevendo teu primeiro livro?
Sim. No ano passado, vivi um período difícil. Ninguém pensa isso, porque sou um cara alegre e expansivo, mas, do nada, comecei a sentir que estava triste, com alguns episódios depressivos. Eu não estava me sentindo bem. Tive uma separação e outras coisas no caminho. Decidi buscar ajuda e dar a volta por cima.
Como foi isso?
Fui procurar um médico especializado, que trabalha com neuroplasticidade comportamental, uma forma de reeducar o cérebro. Não tenho medo de expor minha vulnerabilidade, porque o mais legal da vida é a gente poder contar com o apoio do outro, e eu sempre tive muito apoio de quem me acompanha na TV e dos meus colegas. Hoje estou super feliz de novo, minha vida está nos trilhos.
O livro já tem título? Dá para contar?
Acho que dá, sim. É Treine sua Felicidade.
E isso é possível?
Sou prova de que é possível. É algo que eu queria fazer há muito tempo, mas queria que tivesse um propósito. Encontrei isso. E o processo de escrever também é um processo de me fortalecer.
É um processo de cura?
De cura. Tem sido uma jornada linda. Tenho certeza que vai ser muito bom compartilhar isso.
Quando lança? Tem previsão?
Não, ainda não. Mas eu queria que fosse para este ano.




