
Chica salvou Leandro Selister. O mínimo que ele poderia fazer era retribuir. Nesse caso, o presente é um livro em homenagem à vira-lata, escrito e ilustrado pelo artista, que vai muito além de uma história pessoal de amor.
A obra A alegria é um lugar possível , que será lançada nesta quinta-feira (11), em Porto Alegre (leia os detalhes no fim do texto), terá parte da renda revertida à ONG Caramelos do Vale, no Campus da UFRGS, e trata de um tema fundamental: a adoção responsável.
São 64 páginas de pura delicadeza e de uma narrativa comovente, capaz de mexer com qualquer pessoa que, algum dia, já viveu com um companheiro de quatro patas.
— Passei oito anos jurando que nunca mais teria um bichinho, porque perdi dois gatos (Preta e Casagemas) e foi muito traumático. O livro fala disso e de como, um dia, a Chica me escolheu. Adotamos um ao outro, e ela mudou a minha vida — conta o autor, que tem 30 anos de carreira como fotógrafo, artista visual e designer.
A vira-lata é o primeiro cachorro da vida de Leandro e, mesmo sem fazer a menor ideia disso, faz um homem de 61 anos chorar de emoção ao falar dela.
— Ela me ensinou sobre viver em um mundo mais simples e mais verdadeiro. A adoção é transformadora. Cria-se um vínculo tão profundo que a vontade é de viver, no sentido literal da palavra. Chica me devolveu a esperança — diz o autor.
Detalhe: a pretinha, é claro, estará no lançamento.
Lançamento
A sessão de autógrafos de A alegria é um lugar possível será às 14h30min desta quinta (11), no Centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, 333, Campus Centro – Porto Alegre).
Trata-se de uma produção independente, com revisão de Vera Ione Molina.
Na ocasião, haverá também o lançamento de um painel desenhado por Selister para o projeto Grafite de Giz.
O livro estará à venda (R$ 39) no local e já pode ser comprado pelo site do autor (www.leandroselister.art.br) e pelo Instagram (@lselister).

Sobre o projeto Grafite de Giz
Desde 2019, o Centro Cultural da UFRGS assumiu o desafio de ser um espaço de provocação e desacomodação, onde a arte questiona os sistemas vigentes e pavimenta o caminho para um maior entendimento da nossa temporalidade.
Com curadoria professora Jéssica Becker, a cada dois meses, em um grande quadro negro, de 6m x 3m, artistas são convidados a sair de seus suportes tradicionais para explorar as potencialidades de uma ferramenta pouco habitual em seus trabalhos: o giz.
Desde sua criação, o projeto contou com a participação de dezenas de artistas.
Nesta edição, além de Leandro Selister, o Grafite de Giz contará com trabalhos de Alba Carvalho, Elias Maroso e Estevão da Fontoura.




