O jornalista Carlos Redel colabora com a colunista Juliana Bublitz, titular deste espaço.

Uma das referências do tango, a argentina Dolores Solá retorna para Porto Alegre no dia 17 de maio, um domingo. A artista é a próxima atração do projeto Sonoridades, do CHC Santa Casa, em show gratuito, que ocorre a partir das 17h. Os ingressos podem ser retirados com antecedência na plataforma Sympla.
Dolores já esteve por duas vezes no festival Porto Alegre em Cena e lançou seu primeiro disco solo, Salto Mortal, no Festival de Inverno, também na Capital. Por aqui, fez amizade com artistas como Luís Carlos Borges, Antonio Villeroy, Bebeto Alves, Giovanni Berti, Vitor Ramil e Arthur de Faria. Esta aproximação rendeu o disco La Pampa Grande, com a participação desses músicos gaúchos e abordando a "cultura do frio".
— Levar minha música a Porto Alegre me inspira, especialmente porque é um lugar já conhecido, amigo, com uma resposta muito linda do público toda vez que visitei — garante a artista. — E a música argentina se relaciona muitíssimo bem com os artistas do Rio Grande do Sul. Temos tanto em comum.
E, por isso mesmo, para esta edição do Sonoridades, ela subirá ao placo, além do guitarrista Diego Rolon, com um imponente grupo de músicos convidados: Arthur de Faria, no acordeon e piano; Pedro Longes, no alaúde; Hique Gomez na serra musical e violino; Vitor Ramil, na voz; e Giovanni Berti na percussão. Imperdível.
O tango na atualidade
Além de sua carreira solo consolidada, Dolores Solá formou, em 1996, o grupo de tango La Chicana, que lidera junto a Acho Estol. Os músicos, com seu estilo e composições próprias, tornaram-se um sopro de rejuvenescimento para a cena, tornando-se referência para as novas gerações. Os artistas, inclusive, realizaram inúmeras turnês pela América, Europa, Ásia e Senegal, além de contarem com 11 discos gravados.
— O Acho começou a compor não apenas tango, mas gêneros "primos-irmãos", como a milonga, a valsa e o candombe. E apostamos nas sonoridades. A cada turnê do La Chicana, incorporávamos instrumentos novos comprados em nossas viagens, mas que não eram instrumentos convencionais do tango histórico. E os tangos do Acho, embora sejam absolutamente tangos, têm algo que fala de um tempo mais atual — explica Dolores.
De acordo com a artista, tal movimento deu liberdade para que outros grupos de tango trilhassem um caminho parecido e, assim, levando o gênero para os mais jovens:
— Tivemos sempre a ideia de abrir o tango e de que ele não fosse um cartão-postal do passado, mas um veículo para falar do presente.
Programe-se
- O quê: Projeto Sonoridades - Dolores Solá
- Quando: 17 de maio, um domingo, às 17h
- Onde: Teatro do CHC Santa Casa (Avenida Independência, 75), em Porto Alegre
- Ingressos: gratuitos, com retirada na plataforma Sympla





