Um dos lugares mais cool de Lisboa, em Portugal, é uma velha fábrica têxtil pertinho do rio Tejo. Ou melhor, o que foi feito dela — e esse é, precisamente, o "pulo do gato".
Desde 2008, os antigos armazéns da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense (de 1846) deram lugar à LX Factory.
É de uma área de 23 mil metros quadrados (pouco mais de dois campos de futebol) ocupada por 50 lojas criativas, bares moderninhos, restaurantes e cafés descolados e uma livraria de dizer "bah" (com pé direito alto e uma bicicleta pendurada no meio).
As paredes dos prédios ganharam grafites (há arte urbana por todo o lado) e, ao fundo, no alto, você vê a Ponte 25 de Abril.
É um passeio interessante, especialmente aos finais de tarde, quando o local vira um point hipster que costuma lotar no happy hour.
Impossível não lembrar do 4º Distrito de Porto Alegre , do programa +4D (que aposta na transformação da área) e do que o Instituto Caldeira vem mobilizando na região — veja o caso da recente parceria com a Bienal do Mercosul, por exemplo, no Prédio Guahyba, outra fábrica de tecidos desativada que, na Capital, vem sendo transformada em polo de inovação e educação.
Tanto em Lisboa quanto no caso do Caldeira, em vez de demolir o que restou da indústria desativada, os empreendedores decidiram inovar a partir do que já existia.
O resultado é charmoso e único, um belo exemplo de reuso do espaço urbano. O que vi em Lisboa pode servir de inspiração para o que ainda pode ser feito em Porto Alegre.






