
O acervo pessoal de Celia Ribeiro, jornalista que foi referência em elegância, boas maneiras e moda no Rio Grande do Sul, será leiloado.
Entre os itens, estão fotografias, prêmios, livros, móveis, objetos de decoração, acessórios, uma máquina de escrever (Olivetti Lettera 82) e até um conjunto de chá infantil em porcelana (de 1930), que pertenceu à eterna colunista de Zero Hora.
Celia morreu aos 96 anos, em Porto Alegre, em setembro de 2025.
As peças serão leiloadas nos dias 22, 23 e 24 de junho, a partir das 14h, pelo leiloeiro oficial José Luis Santayana, da Santayana Casa de Leilões, na Capital (você pode acessar tudo clicando aqui).
Coube a Julio Lovato, dono da Vemdetudo Antiguidades e Raridades, inventariar, catalogar e colocar à venda os itens (são 668 lotes), que poderão ser vistos presencialmente por interessados no depósito do leiloeiro Santayana (Rua Padre Diogo Feijó, 479) nos dias 19 e 20 de junho entre 10h e 17h.
— Tive a honra e o privilégio de ter sido indicado à família e fiquei muito impressionando com o que encontrei, especialmente com a riqueza cultural do acervo. Celia foi uma grande intelectual — conta Lovato.
Entre as descobertas especiais, estão um livro autografado por Mario Quintana com um poema escrito de próprio punho para Celia (dobrado em um papel, dentro da obra). Há, também, livros autografados por gente como o estilista e perfumista Paco Rabanne (1934-2023) e Pierre Cardin (1922–2020), outro grande nome da moda internacional.
Doação
O último lote a ser leiloado, de número 668, terá a renda destinada à Santa Casa de Porto Alegre. É uma forma de celebrar a memória de Celia e, ao mesmo tempo, contribuir com a sociedade.
— Agrupei neste lote materiais que identificam e reconhecem a trajetória dela. São prêmios, títulos, homenagens, publicações, fotos e livros editados pela brilhante e destacada jornalista. Tem inclusive um cartão assinado pelos colegas de Zero Hora, da época em que ela se aposentou — relata Lovato.






