
Alvo de polêmica nas últimas duas décadas, a criação do Parque Nacional do Albardão, assinada nesta quinta-feira (5), é um acerto do ponto de vista da preservação ambiental.
E digo mais: deve ser encarada como oportunidade única para inscrever o Litoral Sul e a região de Santa Vitória do Palmar e arredores (ainda pouco conhecidos) no mapa internacional do ecoturismo e do turismo de aventura. O histórico Farol do Albardão, que dá nome ao lugar e é datado de 1909, seria um chamariz.
São dois setores em franco crescimento, que movimentam milhões de dólares no planeta e atraem cada vez mais adeptos. O potencial é imenso, desde que bem explorado, e pode, sim, beneficiar o RS de uma forma sustentável e duradoura.
Há críticas do ponto de vista econômico, é verdade, e elas precisam ser levadas em conta, especialmente as relacionadas ao potencial eólico da região (bola da vez na geração de energia limpa) e à busca por petróleo no RS (a avaliação preliminar é de que o parque não afetará as prospecções na Bacia de Pelotas). O território tem um milhão de hectares, incluindo a faixa de areia e o mar. Não é pouco.
Ainda assim, em tempos de mudanças climáticas, preservar a biodiversidade deveria ser prioridade. Trata-se de um santuário para a fauna marinha e costeira. Não é papo de "ecochato". O turismo consciente pode ser a solução para o impasse econômico. Tudo depende da forma como parque será constituído e administrado.



