Todos os 17 campi e a reitoria do Instituto Federal do RS (IFRS) vão receber, na próxima semana, bancos vermelhos como o da foto acima.
É um alerta (mais do que necessário, urgente) contra a violência à mulher, que virá acompanhado de palestras e eventos de conscientização.
— Essa campanha nasce do grande número de feminicídios, especialmente neste início de ano no Rio Grande do Sul, e também de uma provocação ao Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica), que eu presido. Vamos assinar, junto ao Ministério das Mulheres, um acordo de cooperação técnica assumindo uma série de compromissos por parte das instituições federais de ensino — diz o reitor Júlio Xandro Heck.
O documento será firmado também pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andif).
A ação é importantíssima, porque os alertas e os debates sobre o tema precisam, também, chegar às universidades e aos estudantes. A luta contra os feminicídios deve ser de todos nós.
Números não mentem
Como mostra a repórter Pâmela Rubin Matge, em GZH, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) publicou uma pesquisa inédita com dados preocupantes nesta semana, marcada pelo Dia Internacional da Mulher. É o Retrato dos Feminicídios.
O levantamento mostra que, somente em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior e de 14,5% em relação a 2021.
O estudo também revela que, entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Sul foi o Estado com o maior número de feminicídios da Região Sul, respondendo por 38,8% das mortes. Foram 444 casos no Estado, frente a 429 ocorrências no Paraná e 272 em Santa Catarina.





