Desde o centenário do Palácio Piratini, em 2021, em Porto Alegre, uma série de melhorias passaram a ser projetadas e realizadas no prédio. A iniciativa — fundamental para a preservação do bem público — segue em andamento e terá novas entregas em 2026.
A primeira ação foi concluída ainda em 2023, com o restauro dos 23 murais de Aldo Locatelli, de valor inestimável para a história da arte no Rio Grande do Sul.
Entre os murais, estão 18 painéis sobre a lenda do Negrinho do Pastoreio e cinco murais que retratam, entre outros temas, a formação etnográfica do RS e a fundação de Rio Grande — tudo em tamanho gigante (uma das peças chega a medir 5,5 metros de largura e 4,5 metros de altura). O trabalho foi concluído pelo artista em 1955 e, desde então, é um dos mais ricos conjuntos pictóricos do Estado.
Depois do restauro desse conjunto artístico, houve a pintura dos salões nobres do Palácio (2024), a revitalização da tapeçaria Rheingantz, uma peça belíssima da década de 1930 (2024), a recuperação de 15 aberturas externas da Ala Residencial (2024), além da instalação de novo piso e de medidas para prevenir infiltrações no terraço e a requalificação do quarto pavimento da mesma ala (2025).
Em março próximo, Mateus Gomes, o competente diretor-executivo de gestão do complexo histórico, deve anunciar a finalização de outras intervenções, entre elas a recomposição dos pisos da Casa Civil e da Casa Militar e a conclusão do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), fundamental e necessária.
Por anos, o Palácio sofreu com a ação do tempo, sem que houvesse recursos para obras desse tipo.
Assumido pelo governador Eduardo Leite, o cuidado com o patrimônio (que é de todos nós) merece aplausos.



