Essa é para quem está em Porto Alegre ou vai passar pela Capital neste verão: a temporada está cheia de novidades no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), ainda mais bonito com a revitalização pós-enchente e com novas entregas (leia mais aqui).
Estive lá nesta semana e fiquei feliz com o movimento — além de ver obras instigantes, a climatização está excelente (pode ir sem medo, mesmo no calorão) e a entrada é gratuita.
A exposição principal (no primeiro andar) convida a um passeio pela história de Carlos Pasquetti, artista e professor gaúcho falecido em 2022.
Nascido em Bento Gonçalves, ele deu aula por décadas na UFRGS, formou gerações de artistas e deixou um legado riquíssimo, especialmente em desenhos e fotografias.
— Ele era muito à frente de seu tempo. É um clichê dizer isso, mas até hoje muitas de suas obras são desafiadoras — diz Francisco Dalcol, diretor da instituição, que nutria o desejo de realizar a mostra desde 2019.
Com curadoria de Dalcol, Alexandre Copês e Nelson Azevedo, que trabalharam com Pasquetti, a exibição apresenta uma bela retrospectiva e ainda tem uma baita “sacada”: com o aval da família, os curadores deram vida a duas instalações de Pasquetti (uma delas está abaixo).
O artista deixou os projetos prontos, resguardados pela família (que mantém todo o acervo), mas não conseguiu executá-los em vida.
Ou seja: no Margs, é possível conhecer obras tão inéditas que nem o próprio autor viu materializadas. Curioso, né?
— Isso só foi possível, porque a família nos apoiou e pelo fato de dois dos curadores terem trabalhado com o artista. Eles conheceram muito bem a forma como Pasquetti criava — diz Dalcol.
Nova mostra
No próximo dia 24 de janeiro, a seleção ganha reforço no segundo andar, com uma mostra sobre o grupo Nervo Óptico, das décadas de 1960 e 70, do qual Pasquetti fez parte.
A exibição revisita os 50 anos da “exposição-manifesto” que o Margs apresentou em 1976, marcando a estreia do movimento, considerado uma das mais importantes experiências e marcos da arte de vanguarda da época no sul do Brasil.
Há trabalhos artísticos e documentos, de coleções pessoais e de acervos como o da Fundação Vera Chaves Barcellos, da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do Instituto de Artes da UFRGS e do próprio Margs.
A curadoria-geral é de Francisco Dalcol, em interlocução com os artistas Clovis Dariano, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos.
Como visitar
O Margs está aberto ao público (de graça!) de terça-feira a domingo, das 10h Às 19h (último acesso às 18h). Fica na Praça da Alfândega, no Centro Histórico, em Porto Alegre.
Visitas mediadas para grupos e escolas mediante agendamento pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.





