
Baita notícia para os amantes da música: a pianista ucraniana Valentina Lisitsa – conhecida internacionalmente pelo virtuosismo – volta à Capital para o concerto de abertura da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
A programação oficial do ano ainda não foi divulgada, mas a coluna teve acesso ao programa da estreia, marcada para o dia 6 de março. Será uma noite de obras icônicas na Casa da Ospa.
Valentina interpretará o Concerto para Piano No. 3, do russo Sergei Prokofiev uma das obras mais difíceis do repertório do instrumento.
Além disso, a orquestra interpreta a 5ª Sinfonia de Ludwig Van Bethooven (obra icônica até para quem não é do meio) e a suite Danças Polovetsianas (da ópera Prince Igor), de Alexander Borodin, com participação do Coro Sinfônico da Ospa.
A regência é do diretora artístico Manfredo Schmiedt.
Do Youtube aos palcos
Valentina é formada pelo conservatório de Kiev, cidade onde nasceu, e hoje mora nos Estados Unidos. Já gravou nove álbuns e foi solista de orquestras como a Sinfônica de Londres, Filarmônica Real de Estocolmo, Orquestra de Paris, Sinfônica Brasileira e Filarmônica de Seoul.
Como uma artista do século 21, Valentina é um sucesso nas redes sociais. Seu canal no Youtube soma 700 mil inscritos e mais de 300 milhões de visualizações, o que garante uma legião de fãs, especialmente jovens, no mundo todo.
É a primeira vez que ela se apresenta com a Ospa. Em 2017, esteve em Porto Alegre para um recital no Theatro São Pedro. Em entrevista à Zero Hora, à época, afirmou:
— Fico feliz de trazer jovens e pessoas que nunca foram a um concerto. Toda vez que alguém diz “É minha primeira vez e vim por causa de você”, é muito prazeroso. Espero que não seja o último concerto deles.
Suas qualidades musicais, porém, não se resumem ao número de fãs. Em 2012, quando ela lotou Royal Albert Hall, de Londres, o jornal britânico The Guardian escreveu:
"Em tudo o que ela faz, parece haver uma combinação especial de virtuose absolutamente segura de si mesma e de verdadeiro lirismo e capacidade de comunicação, muito distante dos pianistas-“máquina de escrever”, cheios de prestidigitação, em que muitos intérpretes de hoje se tornaram".
Vale conferir!
*Sob supervisão da jornalista Juliana Bublitz




