
Eu não ia perder a chance. Na entrevista que fiz com Pedro e Fernanda Verissimo (netos de Erico e filhos de Luis Fernando), para o Paralelas Podcast, lasquei:
— Vocês são todos colorados ou tem algum gremista desgarrado na família?
Eu já sabia do fator de “discórdia” interna (Erico é exaltado como um dos mais ilustres torcedores do Grêmio de todos os tempos), mas queria ouvir a resposta.
Veja a íntegra
LFV era fanático pelo Inter e escreveu até um livro sobre o time. É dele o texto mais emblemático sobre a vitória do clube no Mundial de 2006. A crônica foi publicada em Zero Hora sob o sugestivo título de “Não me acorde”.
Mas, voltando à pergunta capciosa, feita em pleno escritório de Erico, no dia de seu aniversário de 120 anos, a resposta veio em tom de brincadeira.
— Não falamos desse assunto — devolveu Fernanda — Porque tem o caso do vô, né? No fundo — admitiu ela — o vô era gremista. Mas eu me recuso a dizer isso. Ele era cruzeirense.
Certa vez, em entrevista, LFV declarou:
— Quando o Cruzeiro acabou, por alguma razão inexplicável e misteriosa, o pai preferiu o Grêmio. A gente não fala disso lá em casa.
Ok, ok. Quem sou eu para quebrar a tradição.
Quis saber, então, se os filhos estavam com Luis Fernando quando o Inter foi campeão do mundo. Fernanda estava:
— Lembro de olhar para o pai quando entrou o Gabiru em campo e dizer: “Pronto, agora acabou.” Mas como eu estava errada, né?
Gabiru virou ídolo da família.
— Durante anos, a gente tinha uma imagem dele comemorando o gol na capa da Zero Hora. A gente recortou e passou a usar como estrela na árvore de Natal. O bom é que ficava do lado do ar-condicionado, então, cada vez que batia o vento, o Gabiru comemorava - revelou Pedro.
Sensacional. E olha que eu estou do lado do Erico... “Cruzeirense”, claro.


