O jornalista Carlos Redel colabora com a colunista Juliana Bublitz, titular deste espaço.

Reynaldo Gianecchini esteve na Serra há mais de uma década para gravar o filme Diminuta. A obra, dirigida por Bruno Saglia, porém, só agora encontrou um distribuidor e, finalmente, poderá ser vista pelo público. O título está no catálogo do serviço de streaming Belas Artes à la Carte.
— A gente gravou Diminuta há quase 12 anos. Fiquei um mês no Sul filmando e adorei muito. Toda vez que vou para lá, tenho vontade de conhecer melhor. Foi uma experiência incrível — diz Gianecchini à coluna.
O longa-metragem foi rodado em Flores da Cunha e em Caxias do Sul, mas, também, na região do Vêneto, na Itália. E, para a produção, o ator paulista precisou a aprender a tocar o básico de saxofone, visto que o seu personagem, Cristiano, é músico.
— No Rio Grande do Sul, fizemos todas as externas em Flores da Cunha, com uma base de produção nossa. Tudo muito bem organizado, muito bem produzido, muito bem vivenciado na cidade — enfatiza o produtor Paulo Lima Medeiros.
Na trama de Diminuta, o protagonista vive a infância ao lado do avô músico, na Itália, onde se apaixona pelo saxofone. Com a morte do idoso, o garoto se muda para o Brasil, perde o contato com a música e constrói uma nova vida. Na idade adulta, enfrentando uma crise no casamento e no emprego, decide retornar para a cidade europeia para se reconectar com sua paixão tocando jazz.
Coprodução entre Brasil e Itália, o filme ainda traz no elenco nomes como Deborah Evelyn e Daniela Escobar, além de uma participação especial de Giancarlo Giannini, lenda do cinema italiano e indicado ao Oscar por Pasqualino Sete Belezas (1975).



