Em um mês, Marisa Monte sobe ao palco com seu novo show em Porto Alegre — o espetáculo Phonica, ao lado de sua banda e de uma baita orquestra, formada por 55 músicos selecionados especialmente para a turnê. Será no dia 6 de dezembro, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho.
Nesta terça-feira (4), conversei com exclusividade, por telefone, com o maestro André Bachur, responsável pela seleção e por reger as apresentações.
Fã de Marisa, o paulista de 39 anos (com mais de 20 de carreira) atua como regente adjunto da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da USP (Ocam-USP), toca de tudo (principalmente bandolim) e transita com desenvoltura na música popular brasileira.
A seguir, leia os principais trechos do bate-papo e, no fim do texto, todos os detalhes sobre o espetáculo na capital gaúcha.
Como está indo a turnê?
Já estamos na metade e está sendo uma experiência incrível. O espetáculo é muito poderoso. São duas horas de show e uma grande experiência para todos, tanto para quem assiste quanto para quem está no palco e nos bastidores. É realmente muito especial. Já passamos por Belo Horizonte e Rio. Nesta semana, tocamos em São Paulo e depois seguimos para Curitiba e Brasília. Vamos encerrar em Porto Alegre.
Como foi a seleção dos 55 músicos da orquestra?
A gente buscou formar uma orquestra que entregasse muita energia, com o astral lá em cima e um perfil jovem, e que também tivesse qualidade, alto nível e excelência. Buscamos equilíbrio de gênero e pessoas diversas, além de músicos versáteis. A partir daí, fizemos a seleção. É uma galera muito boa, muito animada e com diversidade, o que é raro no mundo das orquestras.
Têm músicos gaúchos na orquestra?
Tem a Paloma Ptaya (violinista), que é de Santa Maria (formada pela UFSM). Ela estudou na Academia de Música da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), mas também toca choro, forró, é compositora e tem trabalho autoral. E tem a Maria Eduarda Canabarro, que é violoncelista natural de Porto Alegre e doutoranda em Música na Unicamp.
Como é para uma orquestra tocar para públicos tão grandes?
É uma experiência muito diferente, ainda mais no caso dessa turnê. Estamos fazendo um concerto-show. Vem uma energia muito grande do público, que estimula quem está no palco. Eu fico de costas, mas os músicos estão de frente para as pessoas o tempo inteiro. É algo poderoso. E é legal, também, porque muita gente nunca viu uma orquestra de perto.
Como é trabalhar com a Marisa?
A gente se conheceu no ano passado. Fizemos um concerto com a Orquestra Sinfônica da USP, no aniversário de 90 anos da universidade, para 55 mil pessoas. Foi um evento que parou São Paulo. Isso ficou na cabeça e no coração da gente. Depois, fizemos mais alguns concertos, inclusive quando ela ganhou o título de Doutora Honoris Causa (também pela USP, em 2024). Marisa sempre foi um pessoa muito tranquila de se trabalhar, muito agradável, generosa e criativa. Ela é atenciosa e cuidadosa com os detalhes. Realmente se dedica inteiramente. É uma artista espetacular.
Temos grande expectativa para o show em Porto Alegre, porque será o encerramento da turnê.
ANDRÉ BACHUR
Maestro
O que o público gaúcho pode esperar do espetáculo Phonica?
Temos grande expectativa para o show em Porto Alegre, porque será o encerramento da turnê. Vai ser um misto de emoções, o grand finale. O espetáculo traz força, delicadeza, momentos de groove, de contemplação. Vamos dar o nosso melhor.
E o que vocês esperam do show na capital gaúcha?
Esperamos muita energia. Vai ser especial.
Tu conhece Porto Alegre?
Muito pouco. Passei muito rápido por aí. Vai ser quase que um primeiro contato, para ficar na memória.
Qual é a tua canção preferida do show?
Essa pergunta é quase impossível de responder, porque eu ouço ela há tanto tempo... Mas no show têm algumas muito fortes, como Maria de Verdade, Feliz, Alegre e Forte e Cérebro Eletrônico, uma grande surpresa do show. São mais de 20 músicas, grandes sucessos
Tem algo pensado especialmente para Porto Alegre? Dá para contar?
Acho que aí é melhor você perguntar para a Marisa (risos). Não quero estragar nenhuma surpresa.
A turnê Phonica

A estreia ocorreu em Belo Horizonte, em outubro, reunindo mais de 25 mil pessoas em duas sessões. Desde então, ela já passou pelo Rio de Janeiro e agora, segue na estrada, com apresentações em cidades como São Paulo, Curitiba e Brasília. O encerramento será em Porto Alegre, no dia dia 6 de dezembro, às 19h30min, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia).
O setlist conta com hits importantes da sua trajetória, como Vilarejo, Amor I Love You, Beija Eu, Diariamente, Feliz Alegre e Forte e Não Vá Embora. Sucessos dos Tribalistas – parceria da artista com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes – também embalam o público, e a artista interpreta ainda uma nova composição, Sua Onda, lançada no início do mês de outubro especialmente para a turnê.
No palco, ela está acompanhada por sua banda base, formada por Dadi Carvalho no violão e guitarra, Pupillo na bateria, Alberto Continentino no baixo e Pedrinho da Serrinha no cavaquinho e percussão.
Entre os 55 instrumentistas que formam a orquestra selecionada especialmente para a turnê, estão 32 músicos de cordas, 18 de sopros, além de um trio de percussão, uma harpista e um pianista. A regência é do maestro André Bachur.
Ingressos
Os ingressos para o espetáculo já estão à venda em www.ticketsforfun.com.br (clique aqui).






