
Com 10 anos de história, o projeto Cozinheiros do Bem já distribuiu mais de 2 milhões de marmitas no Viaduto da Conceição, em Porto Alegre, mas precisa de ajuda.
Para marcar o aniversário, o objetivo é oferecer o “maior carreteiro do mundo” para pessoas em situação de rua no próximo dia 29, a partir das 10h.
— Faltam poucos dias e ainda não temos todos os insumos — lamenta Julio Ritta, idealizador do projeto.
O que precisa
- 700 kg de arroz
- 700 kg de carne picada
- 350 kg de bacon
- 350 kg de calabresa
- 500 kg de molho de tomate
- 300 kg de cebola
- 50 kg de alho
- 10 latas de 18 litros de banha suína
- 15 kg de sal fino
- 10 kg de temperos tipo páprica defumada, páprica doce, adobo, pimenta do reino e açafrão
- 50 maços de tempero verde
- 2 mil litros de água quente
- 10 mil barquetes
- 10 mil garfinhos
- 15 mil guardanapos
- Serão necessários, também, pelo menos 50 voluntários com experiência mínima em cozinha
- 10 mesas
- 1 caminhão ou van refrigerada
- Água mineral para voluntários
Para ajudar, o PIX é o número de celular (51) 99853-2190. Para fazer parte da ação, o contato é o Whats (51) 98448-0325.
Sobre o Cozinheiros do Bem

Quando criança, Julio Ritta viveu em um bairro privilegiado de Curitiba, no Paraná. Seu melhor amigo, João Paulo, era morador de rua da região. Um dia, João não apareceu para brincar. Ele havia sido morto com um tiro.
Julio jamais esqueceu.
Anos depois, radicado em Porto Alegre, o chef de cozinha criou um projeto transformador para ajudar pessoas como João Paulo: o Cozinheiros do Bem, com seu exército de “food fighters” (“lutadores da comida”), como passaram a ser chamados os voluntários e parceiros, em um trocadilho bem-humorado com o nome da banda norte-americana de rock Foo Fighters.
Disposto a conduzir a tropa, o chef deixou o comando de cozinhas em restaurantes consolidados e passou a liderar, ao lado da ex-mulher, Patrícia Stein, a legião de apoiadores que conseguiu juntar. Desde setembro de 2015, a iniciativa já distribuiu mais de 2 milhões de marmitas no Viaduto da Conceição, no centro de Porto Alegre, e conquistou sede própria.
A cada final de semana, o projeto alimenta, em média, 1,5 mil pessoas com "rango" bom e variado. Feijoada, galeto, churrasco, ovo frito, salada de frutas, sorvete, tudo entra no cardápio.
— Sou um cara todo torto, mas, nesses sete anos, o projeto me fez melhor. Alimento é amor. O Cozinheiros do Bem, no fundo, é uma fábrica de sorrisos — diz Julio.
Toda a ação se sustenta em doações e parcerias, além da venda de produtos personalizados, mas os últimos meses têm sido desafiadores. Uma queda brusca nos donativos quase levou ao fim do sonho. Cada dia é uma nova batalha que se inicia.
Siga @cozinheiros_do_bem no Instagram para saber mais.




