A história da rivalidade entre Grêmio e Internacional será recontada no documentário Grenal: o maior clássico das Américas, com lançamento previsto para março.
O filme mostra jogadores, torcedores, técnicos, jornalistas, dirigentes e personalidades dos dois clubes. São nomes que se envolveram de alguma forma no antagonismo iniciado em 1909 e que já dura 448 jogos.
— É quase uma costura sociológica de quem vive e viveu tudo isso, com esses atores todos — diz o produtor Maurício Magalhães — A gente está decodificando o espírito do Gre-Nal.
São poucas as cidades do mundo que têm uma disputa esportiva como a nossa. Aqui, tanto Grêmio quanto Inter são multicampeões: têm estaduais, nacionais e mundiais. Nascido na Bahia, mas com uma relação antiga com o RS, Maurício acha isso tudo fascinante:
— As partidas são grandes batalhas e essa guerra nunca terá fim. O perdedor sempre luta para ganhar a próxima ou as próximas disputas. E um sobrevive do outro. Todo dia, os vermelhos e os azuis acordam para ser melhores.
O projeto inicial era fazer uma série, mas os planos mudaram por estratégia de distribuição e pela limitação de recursos.
A estreia está marcada para a semana de aniversário de Porto Alegre, em março de 2026. Depois disso, o filme vai rodar nos cinemas do país, antes de ser exibido no canal Sportv e ficar disponível na Globoplay.
Quem dirige o a produção é Belisário Franca e o roteiro é do gaúcho Léo Garcia. A produtora é a Giros Filmes, em parceria a Panda Filmes.
Figurões
O filme está na fase final de gravações, que devem se encerrar no próximo mês. Já falaram ex-jogadores de Grêmio e Inter, como Joãozinho Severiano, Ancheta e Baidek, Valdomiro, Abel Braga e D'Alessandro.
Além deles, a produção foi atrás de figuras públicas notórias pelas suas paixões, como a colorada e ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber e a gremista e ex-governadora do RS, Yeda Crusius.
Também foram entrevistados jornalistas como Lauro Quadros, Pedro Ernesto Denardin, Paulo Vinicius Coelho (PVC), Luciano Potter e Duda Garbi.
O realizador do filme brinca que o cargo mais importante dessa produção será o do cronometrista, que contará os segundos que cada uma das cores aparecem:
— Não pode ter um milésimo de segundo a mais de azul ou de vermelho — diz Maurício.
Se na tela o clássico termina em empate, quem ganha mesmo é o público.
Produção: Guilherme Freling



