
Um momento inusitado chamou atenção na Feira Internacional de Turismo da América Latina (FIT), em Buenos Aires, na Argentina, no final de semana: a estátua viva do Laçador, interpretada por Pablo Espindola, apareceu usando boné do Inter e lendo um livro sobre o zagueiro gremista Walter Kannemann.
A cena rendeu boas risadas e levantou uma dúvida: afinal, o Laçador é colorado ou torce para o Grêmio?
O artista responde:
— Uma das moças do estande do RS perguntou se eu poderia vestir um boné do Inter. Eu falei: "Claro, mas tem de ter algo do Grêmio também, né?" Aí apareceu o livro. Foi bem legal. Eu sempre digo: o Laçador é gaúcho. Não pode comprar a briga de ser gremista ou colorado. A torcida pelo Rio Grande do Sul!
O evento (que teve a participação do governador Eduardo Leite e é considerado estratégico pela Secretaria Estadual do Turismo), prossegue até esta terça-feira (30). Trata-se do principal encontro do gênero no continente. O objetivo do governo gaúcho é estreitar laços com o mercado argentino e apresentar as ações de verão para atrair a atenção dos hermanos.
Ofensiva promocional
A ofensiva promocional do RS no país vizinho é, também, uma celebração de bons resultados. Entre janeiro e agosto de 2025, o Rio Grande do Sul alcançou a marca histórica de 1.026.945 turistas argentinos, o que representou 38,7% de todos os visitantes do país que entraram no Brasil no período.
O número recorde, na avaliação do secretário Ronaldo Santini, é reflexo de um trabalho contínuo, que incluiu missões comerciais, recepção a jornalistas de “Clarín” e “La Nación”, apresentações em Córdoba e a ampliação da malha aérea, com a retomada de voos da Aerolíneas Argentinas e o início de novas frequências da Gol e da Latam.

