
Para participar da disputa pelo samba-enredo da Portela no Rio de Janeiro, a turma do Samba dos Lanceiros, de Pelotas, criou uma campanha de financiamento coletivo. O objetivo é conseguir R$ 20 mil para despesas com passagens aéreas, estadia, alimentação, cachês de músicos e camisetas, entre outros custos. Veja no fim do texto como apoiar.
Vale lembrar que a iniciativa (alvo de polêmica envolvendo o governo do Estado) não conta com investimento do poder público.
O concurso terá três etapas na Portela.
— Qualquer valor será bem-vindo. É um esforço coletivo para que a gente consiga representar o RS com dignidade na Portela — afirma a compositora Daiane Molet.
Será a primeira vez na história que a negritude gaúcha terá visibilidade na Sapucaí. E, se tudo der certo, a composição criada pelo grupo pelotense (formado por Daiane, Anderson Xilico, Chico Professor, Fagner Presidente, Fred Feijó, Marcéle Salles e Maninho Veiga) vai brilhar na avenida.
O desafio é grande: será preciso vencer concorrentes cariocas (são 15 canções na disputa), em três fases, neste domingo (14), nas quartas de final, e nos dias 21 (semifinal) e 26 de setembro, quando ocorre a grande final.
Como apoiar
Basta acessar o site campanhadobem.com.br/campanhas/lanceirosnaportela e doar qualquer valor.
O grupo promete divulgar nas redes sociais (siga o perfil @sambadoslanceiros) a prestação de contas, em um compromisso de transparência com os apoiadores.
Príncipe Custódio
No desfile de 2026 do Carnaval carioca, a Portela levará para a Marquês de Sapucaí o enredo O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande, que homenageia Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe Custódio, celebrando a ancestralidade negra e o batuque no Rio Grande do Sul.
Príncipe Custódio foi um líder de origem africana. Chegou à Capital no início do século 20 e se tornou figura de grande influência religiosa e política.
Babalorixá e líder espiritual, o homem conquistou o respeito de gente como Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, que buscavam seus conselhos.
Custódio também ajudou a consolidar as religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul — religiões, estas, que têm no RS o maior percentual de praticantes do país.



