
Antes de pisar no tradicional tapete vermelho (que virou azul) do Festival de Cinema de Gramado, na noite desta sexta-feira (15), o ator Rodrigo Santoro falou sobre a homenagem com exclusividade para a coluna. Pela primeira vez na história, o famoso “red carpet” mudou de cor.
A mudança foi um presente da organização do evento a Rodrigo, inspirado no filme “O Último Azul”, que é estrelado por Denise Weinberge e tem a participação dele. O ator receberá o Kikito de Cristal e será eternizado na Calçada da Fama.
No hall do Hotel Wood, minutos antes de se deslocar para a Rua Coberta, perguntei a ele sobre o tributo, em especial, o "blue carpet", inédito na trajetória do festival.
— Eu sinto como um abraço, um abraço carinhoso do Festival de Cinema de Gramado ao nosso filme. Quando vocês assistirem, vão ver que faz sentido. É um filme lindo e poético — respondeu o artista, que é casado com uma pelotense e está prestes a completar 50 anos.
A película venceu o Urso de Prata no Festival de Berlim e, no Brasil, terá sua estreia em Gramado. Feliz, Rodrigo destacou a importância da história, que fala de envelhecimento e da forma como a sociedade lida com os idosos.
Ele também mandou um recado para os gaúchos.
— Estou agora diante de um abismo, e o abismo é o seguinte: estou interpretando um gaúcho ilustre. Ele se chama João Saldanha (que foi técnico da seleção brasileira), de Alegrete. Estou fazendo uma série para a Netflix que se chama BR 70 - A saga do Tri, sobre a Copa de 70, e estou fascinado por esse personagem — disse o ator.
A série deve estrear em 2026. Até lá, Rodrigo seguirá divulgando o novo filme no Brasil e no Exterior.





