
A Central Única das Favelas no RS (CUFA-RS) vai participar da disputa pela concessão da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. O anúncio foi feito por Júnior Torres, coordenador da entidade no Estado.
Conversei com ele na manhã deste sábado (9) sobre a decisão.
— Já estamos montando uma equipe técnica para isso. Se der certo, queremos fazer da Usina um lugar do povo, com viés social e cultural, aberto a todos, não apenas a quem tem poder aquisitivo mais alto — diz Júnior.
A prefeitura de Porto Alegre apresentou no fim de julho o modelo de parceria público-privada (PPP) para a Usina do Gasômetro, no Centro Histórico. O projeto estipula que um parceiro privado assuma a gestão, manutenção e exploração econômica do espaço por 20 anos.
Para viabilizar a operação, o governo municipal fará um aporte inicial de R$ 7,5 milhões e um repasse de até R$ 4,9 milhões por ano ao parceiro privado a partir do terceiro ano de contrato. No total, a subvenção pública para a PPP poderá chegar a até R$ 95 milhões em 20 anos.
— Sabemos que não vai ser fácil competir com grandes grupos econômicos, mas conseguimos as garantias financeiras exigidas com investidores que acreditam na nossa proposta, que não querem transformar a Usina em um shopping — afirma o coordenador da CUFA-RS.
Os detalhes ainda estão sendo alinhavados, mas Junior diz que o plano é fazer um mix entre operações comerciais (como restaurante e cinema com preços acessíveis) e atividades gratuitas culturais, sociais e educativas gratuitas.
— Queremos aproximar a cidade da Usina. É um lugar emblemático da cidade e merece esse olhar mais popular — pontua Júnior.
O edital de concessão inclui o prédio principal e a área externa entre o edifício e o Cais Embarcadero, denominada a Praça das Oliveiras.



