Estão a pleno vapor as gravações de uma série que promete mexer com o coração dos amantes da guitarra elétrica e da cena roqueira gaúcha. Rock do K7 mistura documentário e ficção para contar a história de 10 bandas do RS que, de alguma maneira, repercutiram entre o fim dos anos 1970 e a metade dos 1990 – auge das fitas cassetes, tanto pela facilidade de acesso para ouvintes quanto para os artistas que buscavam divulgar suas composições.
Entram na lista grupos de Santa Maria, Caxias, Pelotas e de Porto Alegre, como DeFalla, Os Replicantes e Taranatiriça.
Em maio, começaram a ser gravadas entrevistas com músicos de Santa Maria, sede da TV OVO, coletivo audiovisual à frente da iniciativa.
Os bate-papos e cenas de cobertura registrados até agora tiveram como protagonistas integrantes das bandas A Bruxa, Doce Veneno, Fuga, Nocet e Serpent Rise. As próximas filmagens serão em Pelotas e Caxias do Sul. A Capital se tornará palco da turma em setembro.
— A arte, neste caso, a música, tem a capacidade de marcar gerações. Quem toca e participou ativamente daquela época, recorda com carinho de tudo que experimentou. Quem ouviu e ficou marcado por uma canção, consegue reviver aqueles momentos mágicos. É muito legal ver os músicos trazendo essas recordações à tona, se emocionando — conta o diretor Marcos Borba, idealizador da proposta.
Som atemporal
Com enredo transitando entre a nostalgia e o contexto atual, cada episódio do Rock do K7 explora uma banda diferente, partindo do contexto santa-mariense. A serra gaúcha e a metade sul do Estado também estão contempladas, respectivamente, com a banda Bandida (Caxias do Sul) e a Procurado Vulgo (Pelotas).
Além de mostrar a história rockeira de cidades do Interior, a iniciativa expande os horizontes ao abordar nomes clássicos do rock gaúcho com origem na Capital: DeFalla, Os Replicantes e Taranatiriça. A escolha dos conjuntos deu-se por critérios como recorte temporal, ligação com as fitas cassete e relevância histórica.
Enquanto a parte documental da série traz depoimentos de cantores e instrumentistas falando sobre o passado e atualizando o que estão fazendo, a ficção é centrada na vida de Fran. A estudante de 17 anos “herda” de uma tia a coleção de fitas e toma gosto pelo material, dedicando-se à pesquisa dos grupos ali gravados e a entender o contexto espaço/tempo daqueles registros. Em paralelo, aparecem os conflitos geracionais e os dramas pessoais dos personagens.
— A ideia é que o espectador perceba, sutilmente, que os roqueiros do passado estão entre nós, atuando em diferentes profissões, com distintas trajetórias para contar. São histórias de vida, não apenas das bandas de rock de antigamente. Essa mescla entre o passado e o presente, a ficção e o documentário, nos conecta com o público. Mesmo que a primeira temporada aborde uma região específica do país, abre precedentes para que as futuras registrem outras áreas e até mesmo diferentes gêneros musicais — destaca Borba.
O lançamento da temporada um do Rock do K7 está previsto para 2026.
Quem viabiliza
O projeto tem financiamento de: Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul, Pró-Cultura RS, Secretaria da Cultura do RS, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e governo federal. A realização é da TV OVO, tendo como produtora associada a FINISH.


