
A licitação para a pavimentação de 67 quilômetros da BR-153, entre Passo Fundo e Erechim, passou por novas alterações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O recebimento das propostas das empresas interessadas foi adiado para 15 de outubro.
De acordo com o Dnit, a adequação orçamentária tornou a obra mais barata. Com a revisão do projeto, o valor estimado caiu de R$ 592,69 milhões para até R$ 496,18 milhões. Esta é a segunda vez que o edital sofre modificações.
A empresa vencedora da disputa terá três anos para concluir os trabalhos. Além do asfalto, o contrato prevê a adequação e a eliminação de pontos críticos no trecho.
A obra entre os dois municípios do norte gaúcho é uma promessa há pelo menos 50 anos. A rodovia também é conhecida como Transbrasiliana. Enquanto o trabalho não se inicia, motoristas usam a pavimentada RS-135, que é paralela à BR-153, para fazer o deslocamento entre as duas cidades.
Em solo gaúcho, a BR-153 é mais usada por caminhões de grande porte para o escoamento de grãos, como soja e milho, essenciais para a economia dos municípios do Alto Uruguai e do Planalto Médio. A Transbrasiliana compreende 4,2 mil quilômetros de extensão, desde Marabá, no Pará, até Aceguá, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
No trecho entre Passo Fundo e Erechim, são quase 10 municípios às margens da rodovia que sofrem os impactos da falta de infraestrutura. São eles: Erebango, Paulo Bento, Jacutinga, Quatro Irmãos, Ipiranga do Sul, Estação, Getúlio Vargas, Sertão e Coxilha.

