
A juíza Debora Kleebank, da 3ª Vara Cível de Porto Alegre, determinou o bloqueio de R$ 11,58 milhões das contas do Internacional. Na decisão de quinta-feira (30), a magistrada orientou a realização de buscas nos sistemas eletrônicos do Poder Judiciário. Caso o valor não seja encontrado, determinou a localização de veículos em nome do clube para aplicação de restrição de transferência.
A decisão refere-se a uma dívida de R$ 10,37 milhões do Internacional com o empresário Delcir Sonda. Procurado, o Internacional informou que não comenta decisões judiciais. Também salientou que vem buscando equacionar suas dívidas.
"O Sport Club Internacional não se manifesta publicamente sobre assuntos legislados pelo Poder Judiciário. Assim, possíveis esclarecimentos serão prestados apenas no respectivo processo. Paralelamente, o clube segue atuando de forma permanente para equacionar suas dívidas, recuperar créditos e fortalecer sua situação econômica e financeira", informou a assessoria do clube.
Recentemente, em outra ação do empresário contra o Colorado, a 6ª Vara Cível de Porto Alegre já havia aceitado o Parque Gigante e o Centro de Treinamento (CT) do clube gaúcho como garantia pela dívida em aberto.
Entenda o caso
Parceiro antigo do clube em investimentos, Delcir Sonda entrou com ações na Justiça e cobra do Inter cerca de R$ 60 milhões em dívidas. O valor está dividido em quatro causas distintas – uma delas é referente à contratação do meia D'Alessandro, que ocorreu em 2008.
A DIS Esportes, empresa que tem Delcir Sonda como um dos sócios, tinha 50% dos direitos do meia argentino, que encerrou seu contrato com o Inter em 2020 e foi para o Nacional do Uruguai. Com a saída sem custos, a dívida ficou para o clube gaúcho.
A DIS repassou o direito à dívida a duas empresas, ambas também de Sonda. Elas entraram com ações para cobrar os valores. A dívida inicial era de R$ 18 milhões, mas as duas cobranças corrigidas e acrescidas de multas somam R$ 30 milhões atualmente.
Outras duas ações são referentes a empréstimos feitos por Sonda para as diretorias coloradas, de R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Os valores corrigidos foram para R$ 10 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente.
Outra dívida
Em outra ação, o empresário Pablo Leclerc Flux cobra R$ 700 mil por seu trabalho na contratação de Carlos Palácios em 2021. A Justiça entendeu que cabe à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF decidir se a dívida ainda é válida.





