
A Rádio Gaúcha realizou nesta quinta-feira (6) um debate com os pré-candidatos ao governo do Estado. Questionados pela jornalista Andressa Xavier em duas oportunidades sobre concessões de rodovias, parcerias com a iniciativa privada e as ações para combater as mudanças climáticas, Luciano Zucco, Juliana Brizola e Marcelo Maranata teceram várias críticas.
Todos concordaram que há gargalos, escassez de investimentos e lentidão na execução. Zucco destacou que as rodovias estão abaixo do nível ideal. Juliana disse não ser contra concessões, mas destacou a insegurança jurídica do atual modelo proposto pelo governo do Estado.
Nenhum deles apresentou, no entanto, propostas concretas sobre como fazer os investimentos necessários nas rodovias, com toda a dificuldade de recursos que o governo enfrenta.
Já Maranata reclamou da burocracia, mas não disse como irá agilizar os investimentos. Limitou-se a afirmar que pretende renegociar a dívida do Estado com o governo federal, sem detalhar como convencerá a União.
Na sua oportunidade, Gabriel Souza — que defende a atual administração — destacou os avanços dos investimentos do Plano Rio Grande, mas não disse como pretende vencer a resistência de parte da população que demonstrou contrariedade a pagar pedágio. Também não contestou que o dinheiro da renegociação da dívida foi colocado nas futuras concessões de estradas.
A conta é simples. Se dinheiro público não for aportado nos contratos de concessão, o valor do pedágio cobrado pelo contribuinte será mais alto. Se o recurso estadual for retirado dos projetos, a única forma de não transferir a conta para o motorista será tirar as obras necessárias dos contratos.
Ou seja, as futuras concessões, com prazo de 20 a 30 anos, se resignariam a apenas fazer manutenção das rodovias. A outra opção seria abdicar das concessões, mas o governo precisará fazer os investimentos nas estradas, sendo que não há recurso disponível.


