
A tempestade acompanhada de fortes ventos que atingiu a Região Metropolitana de Porto Alegre, na noite desta quinta-feira (6), ocasionou o disparo de mensagens de texto da Defesa Civil — chamado de Cell Broadcast — para as pessoas que estavam no perímetro por onde o evento climático passou. As rajadas chegaram a 120 km/h na estação meteorológica do aeroporto Salgado Filho.
A notificação chegou aos celulares às 20h15. Essa não foi a primeira vez que a ferramenta foi usada pela Defesa Civil.
Ela é usada sempre que os fenômenos meteorológicos, como chuva, vento e granizo, atingem patamares preestabelecidos. Em Porto Alegre, por exemplo, quando a chuva for de 50 mm em um período de uma hora, ou as rajadas de vento forem superiores a 100 km/h, o envio do Cell Broadcast irá ocorrer.
No entanto, após o evento de quinta-feira, o número de relatos de pessoas que estavam no perímetro da tempestade e não receberam a mensagem foi significativamente maior do que em ocasiões anteriores.
O chefe da Casa Militar, coronel Luciano Boeira, informou que o caso será reportado para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, a responsável pela plataforma. A ferramenta usa as redes 4G e 5G para o envio dos alertas.
— Obtivemos, por algumas fontes, a notícia de que equipamentos que possuem as tecnologias 4G e 5G não receberam o alerta de Cell Broadcast enviado pela Defesa Civil — relata Boeira.
A definição do perímetro por onde o fenômeno climático passará, a tomada de decisão sobre o envio da mensagem e a emissão são feitos pelo Centro de Monitoramento no Rio Grande do Sul. As informações são obtidas por meio do radar meteorológico instalado no Morro da Polícia, em Porto Alegre.
— Eventualmente, algumas pessoas podem não receber a mensagem por estarem, naquele momento, em locais onde o aparelho não consegue manter conexão com essas redes, como garagens, elevadores, supermercados ou edificações com maior atenuação do sinal — explica o coronel.
Alertas
Os alertas de cor vermelha invadem o telefone, independentemente do que a pessoa esteja fazendo no aparelho. A vibração e o toque só devem soar depois que o usuário clica na mensagem.
Se a gravidade for maior, como no caso de um alerta roxo, não adianta clicar na mensagem, pois ela não desaparece. Ela seguirá aparecendo no celular, determinando que as pessoas adotem medidas mais urgentes. É o caso das enchentes que atingiram o Vale do Taquari e a Região Metropolitana de Porto Alegre entre 2023 e 2024.




