
Pela segunda vez em agosto, moradores de Porto Alegre e Região Metropolitana relataram não ter recebido o alerta severo sobre condições climáticas enviado pela Defesa Civil. Na madrugada de domingo (16), o granizo atingiu diversos bairros da Capital e cidades vizinhas.
Mesmo em aparelhos posicionados lado a lado, alguns receberam a mensagem, chamada de Cell Broadcast, e outros não. Também há relatos de que o aviso sonoro não tocou. Inclusive de madrugada, o som é importante para que as pessoas possam se proteger se estiverem em áreas de risco.
Na noite de 6 de agosto, quando Porto Alegre teve ventos superiores a 120 km/h, os mesmos relatos foram recebidos. Em ambos os casos, a Defesa Civil Estadual reportou as falhas para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Ainda não houve resposta do governo federal para o órgão gaúcho.
No entanto, a coluna entrou em contato com a Sedec, a fim de buscar esclarecimentos. Perguntou se o ataque hacker sofrido em junho poderia estar comprometendo algumas funcionalidades da plataforma.
A secretaria foi categórica. Destacou que Cell Broadcast funciona a pleno, sem falhas. E apontou que o não recebimento ocorre por instabilidade no sinal do usuário ou porque os aparelhos dos moradores são antigos.
"A plataforma Idap, por onde ocorre o cadastro de alertas por parte das defesas civis, opera normalmente, sem nenhum registro de quedas ou indisponibilidade. Para receber as mensagens de alerta, o aparelho deve estar conectado a antenas 4G ou 5G no momento de envio, ter sido fabricado a partir do ano de 2020 e ser homologado pela Anatel. Em alguns casos, os aparelhos podem, momentaneamente, perder sinal ou estar conectados a redes 3G, o que inviabiliza o recebimento do alerta", diz nota enviada pela Sedec.
A coluna, no entanto, pontuou que os casos não são isolados, tanto que a própria Defesa Civil Estadual reportou problemas. A secretaria se limitou a dizer que trabalha constantemente para "a evolução e melhorias nos processos de toda a sistemática de alertas".
Alertas
Os alertas de cor vermelha invadem o telefone, independentemente do que a pessoa esteja fazendo no aparelho. A vibração e o toque só devem parar depois que o usuário clica na mensagem.
Se a gravidade for maior, como no caso de um alerta roxo, não adianta clicar na mensagem, pois ela não desaparece. Ela seguirá aparecendo no celular, determinando que as pessoas adotem medidas mais urgentes. É o caso das enchentes que atingiram o Vale do Taquari e a Região Metropolitana de Porto Alegre entre 2023 e 2024.



