
Fim da linha para a mais recente tentativa de concessão do Cais Mauá. Na semana passada, o governo do Estado indeferiu o último recurso e confirmou a revogação da concorrência que havia consagrado o consórcio Pulsa RS como vencedor.
Dessa forma, não há mais trâmite administrativo a se buscar. Ou seja, o grupo que venceu o leilão deverá agora buscar reparação na Justiça e mais uma longa disputa nos tribunais deverá ser iniciada.
Em paralelo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha na elaboração da nova concessão, que será diferente da anterior. A previsão mais atualizada aponta que um novo edital poderá ser publicado no primeiro semestre de 2027.
Sendo assim, caberá ao próximo governador definir o futuro do espaço. A derrubada ou não do muro da Mauá, a entrega da área das docas para financiar o projeto, a possibilidade de lançar concessões menores — fatiando a área do Cais — e a proteção dos armazéns contra alagamentos são algumas das alternativas possíveis.
Desde o mandato de Yeda Crusius, a concessão do Cais Mauá tem falhado. Tanto ela quanto Tarso Genro, José Ivo Sartori e Eduardo Leite não conseguiram dar uma destinação definitiva ao local, garantindo a proteção dos armazéns e a revitalização de uma área com grande potencial na cidade.
Tentativas passadas
2010
A primeira tentativa de concessão ocorreu em 2010. Na ocasião, a empresa Cais Mauá do Brasil chegou a assinar o arrendamento da área, por período de 25 anos. Apesar disso, o projeto patinou.
2018
Surge a ideia de criar um projeto piloto no Cais. O projeto do Embarcadero seria uma espécie de aperitivo ao investimento maior programado.
2019
Após uma série de imbróglios, o governador Eduardo Leite anunciou o rompimento do contrato com a empresa, alegando que a companhia descumpriu pelo menos seis compromissos firmados. Ausência de obras, postergação de prazos, falta de manutenção de armazéns e problemas em pagamentos estavam entre os pontos citados pelo Piratini na época. O projeto do Embarcadero, no entanto, foi mantido.
2021
Cais abriu as portas para o Embarcadero.
2022
Um novo leilão foi realizado em dezembro daquele ano. Na ocasião, nenhuma empresa apresentou proposta.
2023
Uma nova tentativa foi agendada para o final do ano. No entanto, a pedido de empresas, o prazo foi alterado.
2024
O consórcio Pulsa RS arrematou o projeto em um leilão realizado em fevereiro. O governo do Estado previa assinar o contrato em cerca de 60 a 90 dias a partir da habilitação, além de iniciar as obras ainda naquele ano. No entanto, a enchente de maio de 2024 atrasou os planos e provocou a rediscussão do contrato.
2025
Governo adaptou prazos e marcou para março de 2026 a assinatura do contrato.
2026
Pulsa RS pediu prorrogação de prazo. Governo decidiu romper com o consórcio. Como somente uma empresa concorreu na disputa, o leilão foi anulado.




