
Após quase duas décadas de abandono e incertezas, um estádio gaúcho vai ganhar novo destino. Nos próximos dias, a prefeitura de Cidreira irá lançar o edital de concessão do Estádio Municipal de Cidreira, mais conhecido como Sessinzão.
A publicação será feita após alguns ajustes necessários. O edital irá prever que o vencedor da disputa transforme o imóvel em um local para exploração de atividades esportivas. O contrato terá duração de 30 anos, com possibilidade de renovação por igual período.
— (A publicação do edital) Demorou um pouco além do esperado por conta de ajustes nos documentos que compõem o processo licitatório — informa o procurador-geral do município, Carlos Eduardo Martinez.
O investimento mínimo é de R$ 40 milhões em até 10 anos. Desse total, R$ 5 milhões precisarão ser investidos nos primeiros três anos — mínimo de R$ 1,5 milhão no primeiro ano.
A Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) já demonstrou interesse em administrar o estádio e transformá-lo em um circuito de pista oval. Ela poderá concorrer com outros interessados.
Se a FGA for confirmada como a vencedora da concessão, a entidade passará a buscar os investidores. Algumas conversas já ocorreram, mas a efetivação da parceria depende da assinatura do contrato.
Com a transformação do estádio em autódromo, o Sessinzão poderá receber provas como a Nascar Brasil. Há a possibilidade de construção de uma pista de kart no centro do estádio.
Em abril, a Justiça autorizou a concessão. Recentemente, o Ministério Público se manifestou favorável à desinterdição do imóvel para realização das reformas necessárias. Em 2010, o estádio havia sido interditado pelo Judiciário, em razão de problemas estruturais que colocavam a vida das pessoas em risco.
Sessinzão
O estádio foi inaugurado em 1996. Entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, o espaço ficou sem receber jogos oficiais ou eventos de grande porte regulares.
Em 2006, a prefeitura iniciou obras de revitalização no Sessinzão para receber jogos no ano seguinte. O estádio foi palco da abertura do Gauchão de 2007.
Após o campeonato, com a falta de interesse da dupla Gre-Nal em jogar no local e com dificuldades para promover eventos, o Sessinzão voltou a ficar abandonado e passou a ser alvo de depredações.
Em 2013, a prefeitura tentou vender o estádio por US$ 1 milhão (equivalente a R$ 2,3 milhões na época). No mesmo ano, o Executivo tentou permitir que uma recicladora de Novo Hamburgo, especializada em recolher resíduos sólidos industriais, usasse parte do estádio.




