
Após anos de espera, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) lançou a contratação da empresa que irá executar os projetos básico e executivo da duplicação do "trecho da morte" da BR-116 no Vale do Sinos. As propostas serão conhecidas em 22 de julho.
Quem vencer a disputa realizará os estudos para ampliar a capacidade em 14 quilômetros da BR-116, entre Estância Velha e Dois Irmãos. Os trabalhos serão executados ao longo de um ano e três meses, ao custo aproximado de R$ 5,3 milhões.
De posse dos projetos, o Dnit poderá realizar uma nova contratação para escolher quem irá executar a duplicação. Atualmente, a região tem pista simples e conta com muitas curvas. O trecho registra dezenas de acidentes anualmente, alguns deles com morte.
Segundo o departamento, o trecho foi implantado na década de 50, em pista simples, atravessando uma região montanhosa. Desde então, ainda de acordo com a autarquia, o trecho só recebeu pequenas intervenções de manutenção rotineira.
"As características técnicas do segmento aqui tratado, aliadas as características da região na qual o mesmo está inserido, destacando-se a intensa urbanização e o elevado e diversificado tráfego de veículos em circulação, atribuem a este trecho da BR-116/RS uma condição de extrema criticidade, condição esta que acaba por impor, a toda uma região, uma severa restrição ao desenvolvimento, resultando em elevados prejuízos socioeconômicos, sem falar, é claro, no mais agravante, que é reiterada perda de vidas humanas, fato este cada vez mais recorrente", informa o Dnit na justificativa para a realização dos estudos.
Ao final das obras, haverá duas faixas de tráfego para cada lado, com acostamentos em ambas as pistas. Um divisor de concreto deverá separar os dois lados da rodovia.
Além da duplicação, quatro novos viadutos serão construídos. O principal deles é o que será erguido no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo. Também serão erguidas duas passarelas, uma nova ponte sobre o Arroio Feitoria e um pontilhão sobre o Arroio Roselândia.
Uma das dificuldades para tirar a obra do papel é o alto custo envolvido. O custo inicial do investimento é de R$ 533 milhões.
Pressão de prefeitos
Em 2023, representantes dos municípios da região se reuniram com os integrantes do Dnit para cobrar intervenções de curto e longo prazo na região. Ao longo do trajeto considerado crítico, 11 pessoas morreram em acidentes no ano passado. Em 2024, já foram contabilizadas duas mortes.



