Uma imagem do aeródromo de Capão da Canoa mostra o avião monomotor momentos antes de cair. Pelas informações avaliadas por especialistas ouvidos pela coluna, o piloto da aeronave desperdiçou a pista que tinha disponível.
Além disso, ele não teria considerado que havia quatro pessoas no avião, o que o deixou mais pesado. Isso fez com que ele não tivesse ganho velocidade suficiente para fazer uma decolagem com segurança.
A pista do aeródromo de Capão tem 700 metros. No entanto, o piloto optou por não ir até a cabeceira oposta e decolou logo depois de taxiar, o que o fez perder entre 200 e 300 metros de pista.
— As primeiras informações nos conduzem a termos uma interpretação de que a distância para a decolagem era relativamente curta. Outra informação que vem ao encontro disso é que ele arrancou os fios de alta tensão que existem na cabeceira da pista. Então, isso mostra que ele passou a uma altura baixa. Talvez não conseguiu alcançar a velocidade suficiente para fazer a decolagem — destaca o coronel da reserva da Brigada Militar, Vanius Cesar Santarosa, que hoje atua como instrutor de voo por instrumentos do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC do Rio Grande do Sul.

Quem conduzia o avião era piloto Nelio Maria Batista Pessanha.
— Certamente contribuiu para o acidente a decisão do piloto de decolar a partir da intersecção do pátio. Durante a corrida de decolagem, não deve ter conseguido atingir a velocidade ideal e acabou perdendo a sustentação logo após sair do chão, colidindo com as construções na cabeceira oposta — avalia o especialista em segurança de voo e examinador de pilotos, Fabio Borille.
Acidente aéreo em Capão da Canoa
O acidente será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo registros da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), o avião é de propriedade de Renato Eduardo Saes.












