Quem passa pela Avenida Ipiranga deve ter notado que um pedaço da ponte da Ramiro Barcelos "sumiu". Uma parte do guarda-corpo foi retirada.
Para evitar acidentes com pedestres que passam pela região, tapumes foram colocados no local. A estrutura retirada fica em uma das cabeceiras da ponte e pode ser percebida por quem passa no sentido bairro-Centro pela Avenida Ipiranga.
Segundo o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, a remoção foi feita com o consentimento da prefeitura. O guarda-corpo retirado foi reinstalado na ponte da Rua Barão do Amazonas, que está passando por revitalização e que tinha uma estrutura danificada.
— Reaproveitamos a pedra para poder manter o padrão das pontes da Ipiranga. Conseguir pedras desse porte, na mesma cor das outras, é difícil — revela Flores.
Ainda de acordo com o secretário, o guarda-corpo da ponte da Barão do Amazonas usa um material cimentício, que é uma pedra misturada com cimento. Já a travessia da Ramiro tem pedras naturais, um material mais durável e bonito.
A ponte da Ramiro está bloqueada para obras desde outubro de 2024. A estrutura será totalmente demolida e dará lugar a uma nova travessia.
Até junho, uma empresa será escolhida para executar o serviço. As obras começarão no segundo semestre e deverão custar em torno de R$ 7 milhões.
Os trabalhos devem ser ealizados em seis meses. Dessa forma, a ponte deverá ser liberada para uso entre o fim de dezembro e o começo de 2027, se não houver atraso.
Demora
Inicialmente, a ponte foi bloqueada para obras de reforma, pelas quais as demais travessias instaladas na Avenida Ipiranga estão passando. Os trabalhos deveriam durar até fevereiro do ano passado.
No entanto, o desastre climático de 2024 agravou a situação da ponte. Os novos danos na estrutura foram identificados quando a reforma da travessia foi iniciada.
Duas vigas são irrecuperáveis e outras duas já estão comprometidas. Outras seis não apresentam sinais aparentes de danos. No entanto, os técnicos da secretaria não conseguem estimar por quanto tempo mais elas resistirão.
Segundo avaliação da prefeitura, a ponte poderia colapsar sozinha se não fosse fechada para o tráfego.




