
Nas três audiências públicas realizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para tratar do novo contrato de pedágio nas BRs 116 e 392, no sul do Estado, políticos e representantes de moradores pediram a realização de novos encontros. A principal solicitação era que uma reunião também fosse realizada em Rio Grande, cidade que pagará mais pedágio — R$ 8,66 distribuídos em dois pontos de cobrança.
As audiências anteriores ocorreram em Brasília, Porto Alegre e Pelotas. Os dois primeiros encontros tiveram baixa adesão.
Consultada pela coluna, a autarquia respondeu que não atenderá o pedido. Segundo a ANTT, o foco agora está em responder aos questionamentos que estão sendo feitos na consulta pública, que seguirá aberta até o dia 22 de abril.
"Essas manifestações são legítimas e refletem o interesse no aprofundamento das discussões. Nesse contexto, cabe destacar que o modelo de participação adotado buscou contemplar diferentes formatos de interação ao longo do período da consulta, permitindo a coleta de subsídios de forma ampla e estruturada. Neste momento, a Agência permanece concentrada na consolidação e análise das contribuições já recebidas, etapa fundamental para o amadurecimento do projeto", informa nota da agência.
Questionada sobre a possibilidade de ampliar o prazo de participação para além do dia 22, a ANTT também informou que essa alteração não ocorrerá. O objetivo é concluir a consulta no prazo para não adiar o leilão.
"No que se refere ao prazo da consulta pública, o cronograma foi definido considerando o encadeamento das atividades necessárias à evolução do processo, de modo a compatibilizar a participação social com as fases subsequentes de análise técnica e institucional", destacou a autarquia.
A expectativa atual do governo federal é que a disputa ocorra no primeiro semestre de 2027. Já a nova concessionária deverá assumir a gestão das duas rodovias até agosto do mesmo ano.
Novo contrato
O novo modelo de pedágio proposto pela ANTT para o sul do Estado será bem mais barato do que o anterior. É verdade, no entanto, que o contrato que terminou em 3 de março trazia para a região a maior tarifa paga em rodovia federal no Brasil.
Quando a nova concessão entrar em vigor, a viagem entre Porto Alegre e Pelotas irá custar R$ 8,17 entre o quarto e o 12° mês de contrato. Este valor é 79% menor do que o que era cobrado pela Ecovias Sul, que tinha tarifa de R$ 39,20 para fazer o mesmo deslocamento.
A partir do segundo ano, as tarifas sobem para R$ 16,34. Mesmo assim, os valores seguirão 58% menores do que o contrato anterior.






