
Uma infeliz coincidência atrapalhou a vida dos usuários do trensurb nesta terça-feira (14) e fez com que as viagens entre o Vale do Sinos e Porto Alegre fossem impactadas pelo segundo dia consecutivo. Durante a madrugada, uma fissura foi identificada em uma laje de um viaduto da BR-116 que passa sobre a linha do trem.
Essa estrutura foi cortada e estava sendo removida para permitir a instalação de outra maior, que irá permitir que a pista da BR-116 seja alargada. Com o surgimento das trincas, os trabalhos de construção do viaduto foram suspensos, pois havia risco de alguma queda de material na linha do trem.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), apesar do surgimento desta rachadura nesta laje, é seguro passar pela BR-116, pois o viaduto não apresenta "instabilidade estrutural". No entanto, as viagens do trensurb foram suspensas para evitar que pedaços de concreto caíssem sobre os trilhos ou sobre os trens.
O local é praticamente o mesmo onde um caminhão tombou no domingo (12). O veículo transportava placas de concreto, que acabaram caindo sobre os trilhos do trem.
Adiamento
No final da manhã, o Dnit informou que a retirada da laje será finalizada às 14h e não mais ao meio-dia — que era o prazo inicial. Segundo a autarquia, a alteração do horário ocorreu porque o guincho que auxiliaria a remoção da estrutura danificada demorou mais tempo para chegar ao local.
Com o novo prazo, a Trensurb ampliou a oferta de ônibus entre Canoas e São Leopoldo até as 15h. A empresa está se programando para retomar as viagens a partir deste horário.
Entre a estação Unisinos e Novo Hamburgo, o trem está em operação e não está cobrando passagem dos usuários.
Segundo o presidente da Trensurb, Nazur Garcia, são necessários 30 minutos para garantir a circulação dos trens novamente.




