No final do ano passado, por pouco, o Rio Grande do Sul não registrou mais um acidente aéreo. O caso ocorreu no aeroporto de Canela, na Serra.
Imagens captadas pelo aeroclube mostram um trator invadindo a pista de pouso e decolagem. O incidente ocorreu momentos antes de um avião tentar aterrissar.
Ao identificar o veículo invasor, o piloto conseguiu arremeter. O pouso ocorreu na segunda tentativa, após o trator ter deixado a pista.
O aeroporto e o trator são de responsabilidade da Infraero. O motorista estava indo cortar a grama na região.
Segundo a Infraero, medidas foram adotadas depois do incidente. A principal mudança foi a troca do motorista. Um novo profissional contratado passou por treinamento para evitar situações como essa.
Procedimento
Quando alguma intervenção precisa ser feita na pista, o responsável pelo aeroporto precisa publicar um Notam (aviso aos aeronavegantes) informando o dia e horário em que pousos e decolagens ficarão suspensos no local.
Além disso, o responsável pelo aeroporto precisaria supervisionar a atividade e orientar o condutor do trator a sair da pista durante a aproximação de alguma aeronave para que a máquina agrícola pudesse ser deslocada em caso de necessidade de um pouso imediato.
Um ano depois
O incidente ocorreu pouco mais de um ano após o acidente que matou 11 pessoas em Gramado. A aeronave Piper Cheyenne, do empresário Luiz Cláudio Galeazzi, decolou do aeroporto de Canela.
Um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou duas possíveis causas. A primeira delas identificou que a aeronave colidiu com um obstáculo, apesar de os sistemas da aeronave estarem operacionais.
Segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira, em geral, este tipo de acidente tem como principal fator contribuinte o incorreto conhecimento, por parte do piloto, da real situação de sua aeronave em relação ao solo ou a obstáculos no terreno.
No momento do acidente, havia uma forte cerração em Canela, de onde a aeronave partiu. O aeroporto não tem estação meteorológica. Também não há torre de controle que pudesse fornecer autorização para pouso e decolagem. Dessa forma, a decisão de prosseguir a viagem foi do piloto. O empresário Luiz Cláudio Galeazzi pilotava o avião.





