
A concessão do Cais Mauá entrou na semana derradeira. O consórcio vencedor do leilão tem menos de uma semana para desembolsar mais de R$ 11 milhões. Este valor precisa ser repassado ao governo do Estado, como estipula a licitação.
O consórcio Pulsa RS também precisará pagar um montante ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que foi responsável pelos estudos da concessão. Além disso, o grupo precisa apresentar documentações, garantias e seguros que foram exigidos pelo governo do Estado.
O prazo se encerra em 11 de março. Somente após a comprovação de toda a documentação, o Palácio Piratini irá marcar a data de assinatura do contrato.
Caso o consórcio não cumpra alguma das etapas previstas até a próxima quarta-feira, a licitação será cancelada, já que o grupo de empresas foi o único que participou do leilão. Se isso ocorrer, uma nova disputa precisará ser realizada pelo governo do Estado para indicar quem vai ficar responsável pelos armazéns do Cais.
Em fevereiro, o consórcio garantiu à coluna que cumpriria todas as exigências e que assinaria o contrato. Segundo o arquiteto Sérgio Stein, porta-voz do consórcio, 80% dos parceiros do negócio já estão fechados. Os 20% restantes serão estrategicamente definidos posteriormente.
30 anos
O contrato tem prazo de 30 anos, mas poderá ser ampliado. O grupo vencedor tem o compromisso de investir R$ 210 milhões para recuperar a região, com os valores podendo chegar a R$ 353 milhões com serviços de manutenção.
À medida que as obras forem entregues, o governo doará três terrenos da área das docas para o consórcio. Esses espaços poderão ser usados para empreendimentos residenciais ou corporativos e ficarão com investidores privados após as três décadas.
Parceiros definidos
A Opus Entretenimento será responsável pela parte de eventos do cais. A Aegea, que comprou a Corsan, é uma outra parceira do grupo.
Uma faculdade está em negociação com o consórcio Pulsa RS. Uma grande empresa da serra gaúcha também já está em tratativas para fazer parte do projeto.
Os armazéns
O Cais Mauá conta com 12 armazéns e três docas. A circulação de pessoas será permitida no espaço, e a cobrança de ingresso para acesso a pé ao cais será proibida. A área tem extensão de três quilômetros.
Muro
Após a assinatura do contrato, as mudanças no cais não serão imediatas. O grupo iniciará a fase de desenvolvimento e aprovação de projetos. Um deles envolve a derrubada do muro da Mauá, que só poderá ocorrer depois que a nova estrutura de proteção da cidade estiver construída.
A proteção planejada para o Cais prevê uma contenção fixa de 1,26m - um piso elevado, que permite caminhar sobre ele. A estrutura será construída entre o Guaíba e os armazéns. Quando for necessário, uma barreira móvel - de 1,74m - será instalada por cima, atingindo a marca de três metros - mesma altura do muro.



