
A construção de um novo viaduto na Estrada do Mar sofrerá novo atraso. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) adiou a escolha da empresa que irá realizar a obra.
Segundo o diretor-geral da autarquia, Luciano Faustino, foi necessário rever o orçamento previsto. A prefeitura de Xangri-lá foi a responsável por apresentar a documentação.
A obra foi dividida em duas: a construção do viaduto e as melhorias do entorno. Para evitar questionamentos que pudessem atrapalhar o andamento do serviço, o Daer decidiu unificar esses orçamentos, o que acabou adiando os prazos.
A expectativa de Faustino é que a escolha da empresa ocorra até junho. A obra em si poderá ser iniciada no segundo semestre.
Os trabalhos deverão durar 12 meses. A estrutura terá 170 metros e será construída no cruzamento da Estrada do Mar com a RS-407, em Xangri-lá.
Já há previsão no orçamento para começar a construção. A obra está estimada em R$ 40 milhões.
Se os prazos forem cumpridos, o viaduto poderá ser inaugurado no segundo semestre de 2027. A obra será realizada de modo a não impactar a temporada de veraneio do ano que vem.
Duplicação
Sobre a duplicação da rodovia, a autarquia segue trabalhando para lançar a contratação da empresa que desenvolverá os estudos iniciais do projeto.
Em março, a escolha do responsável pelo serviço será lançada. O anteprojeto será realizado ao longo do ano. Este estudo irá apontar cronograma e custos da obra.
Também será avaliada a possibilidade de permitir que caminhões mais pesados usem a rodovia. Caso seja identificada essa possibilidade, a pista atual também deverá receber reforço.
Atualmente, veículos com peso superior a 23 toneladas, mais de 3 eixos ou com carga perigosa são proibidos de transitarem na RS-389. Depois da realização desses estudos, uma nova contratação será realizada a fim de definir quem irá desenvolver os projetos básico e executivo da duplicação e executar a obra em si.
A Estrada do Mar tem aproximadamente 90 quilômetros entre Osório e Torres. Atualmente, a rodovia tem uma pista simples mais larga, porém sem acostamento.
Numa avaliação preliminar, a duplicação deverá custar de R$ 10 a 20 milhões por quilômetro. A obra deverá ser dividida em lotes, para que o governo possa priorizar trechos mais movimentados, como entre Osório e Capão da Canoa.




