
O calçadão da Rua dos Andradas, no Centro Histórico, ganhará sinalização que permitirá a passagem de veículos. A mudança é vista como uma forma de atrair mais pessoas para a região, principalmente à noite.
Além da marcação das faixas de tráfego, placas deverão ser instaladas no local. Elas irão informar que a circulação dos veículos poderá ser permitida em horários específicos, como entre 18h e 6h, mas a autorização poderá ser dada também nos demais horários.
A liberação está sendo pensada para atender os prédios da região, que contariam com a possibilidade de um embarque e desembarque sem a necessidade de deslocamentos a pé. Além disso, incentivaria a circulação de mais pessoas pela via.
A troca do piso que ocorreu recentemente no calçadão já buscava, inclusive, implementar essa alteração. O pavimento de concreto é mais resistente que o anterior, de lajota.
— A revitalização dos centros históricos no mundo passa pela avaliação das causas de degradações. Em Porto Alegre não é diferente. Um dos problemas em Porto Alegre é a dificuldade de acesso das pessoas a escritórios e apartamentos. Não será permitido um trânsito normal, mas sim um tráfego controlado. Vamos estabelecer uma regra. É mais um instrumento possível para revitalizar o centro — informa o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Cézar Schirmer.
Antes de a mudança ocorrer, no entanto, a prefeitura precisará resolver um impasse: retirar camelôs que ocupam o calçadão da Rua dos Andradas. A promessa da administração municipal era a de que as obras do Quadrilátero Central acabariam com esse tipo de comércio na região.
A prefeitura explica que os camelôs foram removidos. No entanto, os atuais vendedores não podem ser retirados pela prefeitura por serem indígenas. Para estes casos, é a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que precisa providenciar a realocação desta população.
A prefeitura está negociando a possibilidade de construir um espaço exclusivo para os indígenas na Rua José Montauri. Uma reunião já foi realizada com o Ministério Público Federal para tratar do assunto, mas ainda não há previsão de desfecho.
Desde 1974
O trecho de 400 metros entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua Caldas Júnior é exclusivo para pedestres desde 1974. O objetivo era permitir que pedestres tivessem mais espaço para caminhar.


