
Desde que foi lançada, em 28 de outubro, a proposta de instalação de novos pedágios em oito rodovias estaduais da Serra e da Região Metropolitana de Porto Alegre tem provocado uma série de queixas. Políticos, empresários e moradores diretamente afetados pelas cobranças pedem a redução do valor da tarifa e a diminuição no número de pórticos de pagamento do modelo free flow.
Audiências públicas foram realizadas e serviram para ouvir a comunidade. O governo já admite fazer ajustes, mas, segundo o secretário estadual da Reconstrução, Pedro Cappelupi, as modificações serão pontuais.
Estão sendo cogitadas alterações de locais de pórticos e a possibilidade de um ser anexado a outro. A medida não reduziria a tarifa; pelo contrário, haveria uma redistribuição do preço nos outros pontos de cobrança.
Na primeira versão, 23 pontos de cobrança foram planejados. Desse total, cinco foram estimados apenas para a RS-239 e quatro na RS-020, as campeãs em free flow.
O que reduz o preço do pedágio é a diminuição no número e tipo de obras. Trechos que deveriam ganhar duplicação poderão ser trocados por construção de terceira faixa, uma intervenção mais barata.
— O cronograma já está muito arrojado. Mas já posso adiantar que essa mudança não vai diminuir o valor do pedágio pela metade, por exemplo — explica Cappelupi.
Um exemplo é a RS-235, na Serra. Pela previsão original, 40 quilômetros seriam duplicados. Mas a comunidade tem apontado que este tipo de obra dificultará os acessos às edificações às margens da rodovia, que tem uma vocação de comércio.
Após fazer os ajustes no edital do bloco 1, o Tribunal de Contas do Estado voltará a analisar a documentação. A intenção é lançar a disputa em março e realizar o leilão em julho de 2026.




